Em poucas linhas
- Capricórnio é o último signo cardinal e o único cardinal de terra: a terra no começo, o terreno que precisa ser limpo, arado e semeado antes de dar fruto.
- O dono de Capricórnio é Saturno, e o inimigo de Saturno é o Sol: o ouro que brilha e chama atenção contra o chumbo pesado e fosco.
- O erro típico é querer resultado rápido. Barrado, o capricorniano se entristece com o mundo, e é daí que nasce a fama de arrogante.
- Sol e Capricórnio são secos, e a secura repetida resiste: daí a teimosia e a convicção de chumbo. Falta desenvolver empatia, afeto e flexibilidade.
- Em qualquer casa, o desafio é o mesmo: escalar a montanha com paciência sem virar pedra junto com ela.
Assista à aula completa Yuri dos Anjos no YouTube · 29 min · publicada em 12/08/2026
Capítulos da aula (11)
- Sol em Capricórnio: o que é
- Arrogante ou incompreendido? A tríade do inverno
- A terra que precisa ser trabalhada
- A montanha: ambição, limite e contração
- O poder do esforço contínuo (o paciente é imbatível)
- Sol contra Saturno: por que o rei não pode brilhar rápido
- A verdadeira origem da fama de arrogante
- A regra de ouro pra quem convive com um capricorniano
- O excesso de secura e o rei de armadura de chumbo
- Sol em Capricórnio nas 12 casas astrológicas
- O grande desafio: não virar pedra junto com a montanha
Quem tem o Sol em Capricórnio costuma ser visto como arrogante, prepotente, alguém que se acha demais. Também carrega a fama de frio e calculista. A aula em que este texto se baseia começa por aí, com uma pergunta: será que isso é verdade? A resposta tem duas partes. A fama tem uma origem real, que está no encontro do Sol com o dono de Capricórnio, e tem também a inveja de quem olha de fora.
Capricórnio abre a tríade mais fria do zodíaco, a que a aula chama de tríade subzero: os três signos do inverno, Capricórnio, Aquário e Peixes. Para entender o capricorniano, é preciso juntar o que o Sol leva para esse signo com o que o signo faz com ele.
O Sol no último signo cardinal
O Sol é o luminar diurno: governa o dia. Existem dois luminares, o diurno, que é o Sol, e o noturno, que é a Lua. O Sol é quente e seco, da natureza do fogo, e está associado ao princípio vital, à realeza, à vontade centralizadora e à busca por honra. São essas características solares que vão se impregnar em Capricórnio.
Capricórnio começa uma estação, e signo que começa estação é cardinal. A série já passou por três deles: Áries, Câncer e Libra. Capricórnio é o último signo cardinal do zodíaco e, ao mesmo tempo, o primeiro e único cardinal de terra. É a terra numa condição cardinal, móvel. Ele também é um signo feminino e noturno, que não está associado à disposição solar. Noturno por causa do elemento: todos os signos de terra e de água são noturnos; os de fogo e de ar, diurnos.
A terra que precisa ser trabalhada
A imagem da aula para o signo é um terreno. Você acabou de comprá-lo e ele está desolado: mato, praga, buraco, tudo destruído. O que é preciso fazer? Podar, tirar tudo, aplainar, limpar, pôr remédio, semear, fazer as primeiras irrigações. Isso é Capricórnio. É a terra no princípio, antes de estar tudo bonitinho, como em Touro, e antes de receber recursos para se aperfeiçoar, como em Virgem. A terra capricorniana é a terra que é trabalhada.
O lado feminino do signo está nisso: trabalhar uma coisa para aperfeiçoá-la, para deixá-la melhor. E o temperamento próprio de Capricórnio é o melancólico, frio e seco, algo que preserva e que, em certo sentido, mantém as coisas estruturadas, sólidas.
A montanha: limite, contração e ambição
Capricórnio também está associado à montanha e à capacidade de escalar. O capricorniano enxerga as coisas como um desafio, mas não como o desafio de um guerreiro, que bate de frente. É um desafio que ele precisa superar de forma meticulosa.
Capricórnio é o princípio do limite e da contração. Limite é um estágio além do qual não se pode passar: passou dali, cai. Para a contração, a aula usa a imagem do parto. A mulher que está tendo um filho sente dor porque algo aperta, contrai, numa espécie de força interior. Essa força interior Capricórnio tem muito forte.
E há a ambição. Pense naquelas cenas de desenho, de jogo, de filme ou mesmo de foto em que uma montanha colossal aparece ao fundo. Qualquer um fica olhando aquele negócio gigante. O capricorniano olha e diz: “Vou chegar lá no topo.”
Daí sai uma regra prática. Se você tem coisas em Capricórnio no mapa, saiba que elas só vão dar certo com tempo e com estrutura. Capricórnio pede estrutura: as coisas precisam ser bem organizadas, bem definidas. Sem isso, tudo fica meio vazio, meio superficial, e desaba.
O paciente é imbatível
Limite, ambição, tempo, estrutura e contração pedem uma coisa só: esforço contínuo. O grande problema de quem tem esse posicionamento ativo e forte no mapa é querer que as coisas deem resultado rápido.
Não dá para ganhar do cara paciente. O cara paciente é imbatível. E esse é o capricorniano no seu melhor: saber esforçar-se continuamente.
A conta da aula é simples. Você faz um esforço de 50 hoje, amanhã faz mais 50, depois de amanhã mais 50, e não para. Quando olha para trás, depois de três anos fazendo 50 de esforço todo dia, metade da capacidade, você fez uma coisa grandiosa. Em terra de Capricórnio as coisas não se resolvem rápido. Demoram, e se resolvem com parcimônia e paciência.
Caminho, Sulco e Forja
A curiosidade que a aula traz é a de São Josemaria Escrivá, para os católicos. O mapa dele tem uma concentração enorme de planetas em Capricórnio, o Sol e Saturno entre eles. E os títulos das obras mais populares dele parecem saídos do signo. Caminho: é preciso traçar um caminho, pegar a pá ou a escavadeira e arrastar a terra para abri-lo. Sulco: a fenda que se abre numa superfície, geralmente com o arado, para plantar e regar ali até dar fruto (a medicina usa a palavra para alguns problemas de pele, mas o sentido comum é o do arado). E o terceiro, Forja.
A forja leva a Marte, que se exalta em Capricórnio. É como se, ali, Marte tivesse as suas características elevadas a um patamar de grande potência e força. Isso tem a ver com o esforço contínuo, que não precisa ser gigantesco nem megalomaníaco. Ninguém constrói uma casa inteira num dia. Você pega um cômodo e faz bem feito num dia; no outro, faz outro cômodo; depois a parte de fora, o muro lateral, o muro de trás, o da frente. Esse esforço contínuo, essa capacidade de suportar o peso da vida continuamente, agrada a Marte. Repare como essas características se impregnam na pessoa: até a santidade, que é algo espiritual, ela enxerga desse jeito.
Sol contra Saturno: o ouro no território do chumbo
Agora o Sol entra em Capricórnio. Na aula, os signos são territórios, zonas territoriais, e todo território tem um dono. O dono de Capricórnio é Saturno, e aqui está o nó desse Sol.
O inimigo de Saturno, que é o dono do território capricorniano, não é Júpiter. O inimigo de Saturno é o Sol. O Sol é o ouro, Saturno é chumbo. O ouro brilha, reluz, chama atenção para si. O chumbo é pesado, é fosco.
E o que o Sol quer? Brilhar, e brilhar rapidamente. Esse é o erro principal do capricorniano: querer resultados rápidos, querer que a personalidade brilhe logo, de forma magnânima. O que Capricórnio faz? Diz “opa, opa, opa, pera lá” e joga uma montanha em cima dele.
Saturno é o dispositor do Sol em Capricórnio: o senhor do território onde o Sol está hospedado e, portanto, quem governa o Sol ali. Não é um Sol com grandes dignidades essenciais, como o Sol em Leão (a comparação aparece mais adiante na aula), e a ficha do signo mostra o mesmo em números.
Ficha técnica de Capricórnio signo de terra, cardinal e feminino
- Domicílio (senhor do signo)
- Saturno
- Exaltação
- Marte, com o ápice a 28°
- Exílio
- Lua
- Queda
- Júpiter
- Triplicidade (terra)
- Vênus de dia, Lua de noite
- Termos
- Vênus 0° a 6° · Mercúrio 6° a 12° · Júpiter 12° a 19° · Marte 19° a 25° · Saturno 25° a 30°
- Faces
- Júpiter 0° a 10° · Marte 10° a 20° · Sol 20° a 30°
- face, de 20° a 30° +1
Calculado com as tabelas do Placidus: triplicidade de Ptolomeu, termos ptolomaicos, faces na ordem caldaica e a pontuação de William Lilly (domicílio +5, exaltação +4, triplicidade +3, termo +2, face +1, exílio −5, queda −4). O Sol não rege termos.
Pelas tabelas do Placidus, o Sol só tem dignidade em Capricórnio na própria face, nos dez últimos graus do signo, de 20° a 30°, que vale +1. Nos vinte primeiros graus, ele não tem dignidade nenhuma. A ficha mostra também a exaltação de Marte, com o ápice a 28°: é a mesma exaltação de que a aula fala a propósito da Forja.
De onde vem a fama de arrogante
Quando o capricorniano tenta alcançar o que quer do jeito errado e se vê impedido, a reação dele é se deprimir. Ele se entristece, e se entristece com o mundo.
Ele se entristece com o mundo. Esse mundo não vale a pena. Esse mundo não presta. Esse mundo não é merecedor de mim. Daí que vem a fama de arrogância dos capricornianos.
A fama nasce, portanto, de uma tristeza. A vontade quer brilhar depressa, bate na montanha, e a pessoa conclui que o mundo é que não está à altura dela. Mais adiante, a aula mostra a outra metade da história: a seriedade do capricorniano, que quem tem inveja chama de arrogância.
Como conviver com quem tem Sol em Capricórnio
Para quem mora ou convive com um capricorniano, a regra de ouro da aula é dar a ele tarefas práticas, manuais e desafiadoras. Não precisam ser tarefas grandiosas.
O exemplo é o de um casal que trabalha com algo no digital. O marido é capricorniano e é a cara do negócio: fala com as pessoas, ensina, faz curso, vende. A esposa percebe que ele anda desanimado, porque não consegue o resultado que quer. Ele quer chegar rápido a muitos seguidores, quer bater uma meta de vendas, e não consegue. O que ela deve fazer? Transformar a meta em trabalho: “Você quer chegar nessa meta, certo? Para isso, vai precisar fazer três posts por dia, gravar cinco reels e um vídeo no YouTube por semana. Na outra segunda, tem que estar tudo pronto.” Ela nem precisa organizar quando ele vai fazer cada coisa. É jogar a bomba na mão dele: ele vai sentar, organizar, decidir o que grava em que dia, e vai fazer.
O que ela deu a ele foi um terreno baldio, bagunçado, cheio de praga, erva daninha e mato. E ele vai roçar, botar veneno, tirar as pragas, arar, semear e regar. É a mesma imagem do signo, agora dentro de casa.
Quando o capricorniano entra nesse estágio, em que quer um objetivo e parece que o mundo põe uma barreira diante dele, é preciso lembrá-lo de como se escala uma montanha: aos pouquinhos, nunca de uma vez. A barreira que o mundo impõe é a montanha se apresentando. Para ele, é uma avalanche, e ele se sente soterrado. Ele volta para o eixo quando volta para o trabalho contínuo, aplicado. O perigo está no contrário: quando ele começa a alucinar com coisas maravilhosas e grandiosas, pensamento positivo e tal, aí vai cair feio.
O rei de armadura de chumbo e o excesso de secura
A aula resume o encontro dos dois numa imagem.
O Sol entra para brilhar, para reinar, e Capricórnio impõe silêncio, lentidão. É um rei que vai para a guerra com armadura de chumbo, e ele vai para as minas, para trabalhar nas minas e fazer o império durar séculos.
Há mais um detalhe nessa combinação: ela impõe excesso de secura. O Sol é seco, Capricórnio é seco, e a mesma qualidade se repete no mapa. A secura resiste, cria resistência. Por isso, não estranhe se o capricorniano com quem você convive for teimoso.
Brigar não adianta. Argumentar também não, a não ser que você leve dados, informações bem construídas, e que a relação permita isso. Numa empresa, numa sociedade, dá. Entre marido e mulher, ninguém vai ficar levando estatística de calculadora para o cônjuge. O que o capricorniano mais odeia é ser contrariado no que está fazendo e sentir (ele nem precisa ter certeza, basta sentir) que é achismo. “Cadê a sua prova?” Ele encara como coisa pessoal, como birra contra ele. Você pode até estar certo, mas a certa altura ele vai olhar para você e te despachar. E, para a aula, com toda a razão.
Saturno, a idade da maturidade
A razão está em Saturno. Cada planeta representa uma fase da vida humana. A Lua é o recém-nascido. Mercúrio, a criança de 4 até uns 9 ou 10 anos. Vênus, a adolescência, quando o erotismo começa a entrar na vida da pessoa. O Sol, a idade adulta mais jovem. Marte, a idade adulta mais avançada, lá pelos 30. Saturno é a maturidade, a velhice, o último de todos.
Se você é muito petulante, já tentou corrigir o seu avô, a sua avó, uma pessoa mais idosa? Por mais certo que você esteja, não consegue. É por isso que, a certa altura da vida, o idoso precisa de um acompanhante, de alguém que tome as decisões por ele: a teimosia o faria tomar decisões que podem matá-lo. O capricorniano tem um pouco disso.
Há uma sutileza. Os signos também catalogam as idades humanas: os cardinais são a juventude, os fixos a idade adulta, os mutáveis a velhice. Capricórnio não é mutável, é cardinal, e a cardinalidade dele aparece no ímpeto, na capacidade de fazer as coisas. Mas a disposição qualitativa do Sol ali é a de alguém maduro.
Sério, reservado e com convicção de chumbo
Por isso, quem tem o Sol em Capricórnio tende a ser mais sério, mais reservado, e não curte muito brincadeira. A ressalva de sempre continua valendo: um planeta não fala do mapa inteiro. A pessoa pode ter o Sol em Capricórnio e alguma coisa em Gêmeos, que é um signo mais jovial, alegre, divertido, como Sagitário também. Capricórnio, não. Capricórnio é reserva.
As pessoas olham e sentem uma aura de respeito. Aí quem tem inveja vai falar que é arrogância: “Olha lá, se acha.” Nunca falou um ai para o cara. E aqui eu estou falando também como um desabafo, porque eu tenho Ascendente em Capricórnio.
No Brasil, diz a aula, existe muito disso de não se poder ter certeza de nada. E Capricórnio envolve justamente a capacidade de ter convicção forte, uma convicção de chumbo. Quem quiser bater de frente com ela vai precisar de broca e de temperatura alta para perfurar esse chumbo; senão, vai se dar mal. É o excesso de secura do Sol e de Capricórnio que leva à rigidez, à teimosia, a sentir que está certo e bater de frente.
O recado para o capricorniano vem logo depois. Se você já superou grandes desafios e já usou o melhor desse Sol, ótimo.
Você que tem o Sol em Capricórnio precisa dobrar um pouco o joelho da humildade. Lembra o seguinte: você é um átomo nesse universo. Existe um ser maior. Existe Deus, e quando você nasceu tudo já estava funcionando, tudo já existia. Nada precisa de você para funcionar.
As qualidades que o capricorniano precisa desenvolver são empatia, afeto e flexibilidade. E se você é capricorniano e acha que já tem tudo isso? Pode ter mesmo. Um Mercúrio, uma Lua muito forte ou uma Vênus no mapa podem dar mais umidade ao conjunto. A aula lembra que o que ela faz é uma análise de simbolismo, e não um curso de interpretação de mapa.
A vontade acorrentada ao dever
O cuidado maior é para o capricorniano com muita coisa seca no mapa. O exemplo da aula é o do próprio Yuri dos Anjos: virginiano com Ascendente em Capricórnio, ele tem muita secura no mapa e precisa vigiá-la. Sem as qualidades que faltam, a vida fica árida, difícil, pragmática. As relações sociais passam a ser medidas na base da calculadora, e a pessoa procura os outros por eficiência. Pode virar um utilitarista, que só se aproxima de quem traz benefícios concretos, matemáticos. Isso é um perigo de verdade, e aí quem critica está certo.
Nós temos o Sol em Capricórnio, que está sendo governado pelo grande maléfico Saturno. A vontade, que é o Sol, está acorrentada à noção de dever, à restrição e à paciência.
Ainda assim, a aula chama esse posicionamento de “posicionamento de ouro”, mesmo sem as grandes dignidades essenciais de um Sol em Leão. É uma condição em que o querer da pessoa é governado pelo dever. Se ela quer algo, sente que precisa merecer aquilo. Tem uma noção de recompensa muito grande: precisa ser recompensada pelo que faz.
Isso pode gerar fraqueza e desânimo. Se a pessoa seca demais a vida, se tudo é dever, obrigação, responsabilidade, a vida fica seca e a vontade, em certo sentido, se enfraquece. Falta ânimo, falta disposição, e a pessoa vive como se tudo tivesse um preço. A aula lembra uma propaganda antiga de cartão de crédito que dava o preço de cada coisa e terminava com aquela que não tinha preço. É para essas coisas, as que não têm preço, que o capricorniano também precisa olhar.
Na religião, ele é um candidato fortíssimo a virar escrupuloso: transforma a relação com Deus em mera obrigação, mero dever. O lado bom dessa disposição é a paciência, suportar bem o sofrimento, resistir às dificuldades. A vontade fica focada, cirúrgica. O perigo é o pessimismo e a ambição implacável. A ideia de que o fim justifica os meios está errada, e o dever pode esmagar qualquer tentativa de alegria espontânea.
Um velhinho desde criança
Na expressão comportamental, o capricorniano tende a ser um velhinho. Amadurece rápido e enxerga as coisas como obrigações e responsabilidades. A criança com o Sol em Capricórnio muitas vezes já quer assumir os deveres da casa: “Mãe, deixa que eu te ajudo nisso. Pai, eu vou trabalhar e ganhar um dinheiro.” Costuma ser uma pessoa de poucas palavras, mas com resiliência. Os outros olham e perguntam como ela suporta tanta coisa, e o capricorniano responde que não sabe. É a pessoa que vai degrau por degrau subindo a montanha, sem reclamar.
E volta o jargão da aula: não dá para ganhar do cara paciente. Se o capricorniano sabe usar a paciência dele, é imbatível diante dos dilemas, dos dramas e das dificuldades da vida. A dica principal para ele é essa, paciência.
Sol em Capricórnio nas 12 casas
Na casa, o Sol é a vontade que ilumina aquela área da vida. Em Capricórnio, essa luz é como pedra, como um cristal. A aula percorre as doze casas e diz, para várias delas, se são angulares, sucedentes ou cadentes, e se são benéficas ou maléficas. No meio do caminho aparece um calango num muro que se vê da janela, e a aula aproveita para classificá-lo: é um animal capricorniano, frio, meio áspero, que anda escondidinho.
Casa 1
A casa 1 é angular e está associada ao corpo e ao eu. O Sol em Capricórnio aqui dá uma vitalidade resistente: é a pessoa que dura muito. Mas, em geral, ela teve uma infância mais difícil, com muitos problemas de saúde, e só quando amadurece e chega à idade adulta a saúde vira de ferro. É como se o corpo fosse testado ao longo da infância inteira para ganhar casca; depois disso, as coisas vão se resolvendo.
Casa 2
Sucedente, é a casa dos recursos e do dinheiro. O dinheiro aqui não é prazer: é uma muralha contra os imprevistos da vida. A pessoa gosta de poupar, de guardar, de ter sempre uma reserva. O cuidado é com a avareza, com o “não tenho dinheiro” sempre na ponta da língua enquanto está tudo guardado por medo de algo que não vai acontecer. Ter uma reserva é importante, mas não é a única coisa na relação com o dinheiro.
Casa 3
Cadente, é a casa da comunicação e dos irmãos. A comunicação fica mais lacônica, seca e às vezes até autoritária. É a pessoa que detesta fofoca: conte uma fofoca para alguém com o Sol em Capricórnio na casa 3 e você leva um chega para lá bem dado. E merecido, acrescenta a aula, porque fofoqueiro ninguém merece.
Casa 4
Angular de novo, é a casa da família, das raízes e do pai. A pessoa vive o lar como um quartel-general, de forma austera e funcional, e gosta de regras rígidas dentro de casa. O aviso da aula é para quem vai casar com alguém assim, ou está de olho em alguém com esse Sol na casa 4: se você é desorganizado, vai sofrer, porque vai ter que se adequar às regras dele ou dela.
Casa 5
Sucedente, é a casa dos filhos e dos prazeres. Aqui os prazeres são adiados: primeiro o dever, depois a diversão. Há também outra fórmula, a da pessoa que encontra no próprio cumprimento dos deveres um lazer e sente um prazer enorme em pegar a lista de tarefas e cumprir uma por uma. No fim do dia, com tudo feito, pensa: que dia maravilhoso. Só então se sente no direito de tomar uma cerveja, ver um jogo, um filme, uma série, jogar videogame. O prazer veio impulsionado pelo dever cumprido.
Casa 6
Cadente e maléfica, é a casa das doenças e das rotinas. A imagem da aula é a do trator humano: a pessoa que gosta de chegar antes ao trabalho e sair depois, carrega a empresa nas costas, é workaholic. Cuidado com o burnout e com carregar demais o peso do mundo dos outros.
Casa 7
É a casa do casamento, das sociedades e dos inimigos. O casamento é visto como um contrato civil, um projeto de vida estruturado. A pessoa não quer passatempo: quer uma coisa duradoura, que dê estrutura. Se for mulher, quer uma relação duradoura que dê estrutura e segurança, a ponto de nem desconfiar que o parceiro possa um dia traí-la, abandoná-la ou virar outra pessoa. Quer clareza e transparência totais. Busca parceiros maduros, mais velhos, estáveis.
Casa 8
É a casa da morte e das crises. O Sol em Capricórnio aqui dá um controle gélido durante as crises. É a pessoa com quem você sabe que pode contar nos momentos difíceis: aconteceu uma coisa difícil, ela vai dar um jeito de resolver.
Casa 9
Cadente, mas benéfica, é a casa da religião, da fé e das viagens. A pessoa enxerga a religião de forma ortodoxa, tradicional, voltada para o rito e para o cumprimento rigoroso da lei. Quem tem esse Sol na casa 9 precisa tomar cuidado para não enxergar Deus como um juiz implacável. Ela também leva a sério os estudos acadêmicos e o conhecimento, e há uma grande chance de mudar de país, porque enxerga nisso um jeito de estabilizar a vida e deixá-la organizada, em ordem.
Casa 10
É a casa da carreira e da glória, e aqui o Sol em Capricórnio se sente em casa. É a capacidade de trabalho, de exposição, de ser líder, de ser CEO, de arquitetar o poder. Na política, é o político mais conservador.
Casa 11
Sucedente e benéfica, é a casa dos amigos, das esperanças, dos sonhos e dos projetos de vida. É a pessoa que projeta cada detalhe do futuro: pensa em dez anos e no que vai fazer em cada mês de cada um desses dez anos para chegar onde quer. Implacável para realizar os próprios projetos, faz networking estratégico. Os amigos costumam ser poucos, muitas vezes mais velhos, com certa maturidade, e escolhidos pela utilidade e pela capacidade de ascensão. E é preciso cuidado para não cobrar demais dos amigos e dar pouco em troca.
Casa 12
Cadente e maléfica, é a casa do isolamento e dos inimigos ocultos. Aqui está o isolamento do topo da montanha: a solidão absoluta de quem construiu um império e não tem com quem dividir. É uma pessoa de muitos segredos, alguns que, para ela, desmoronariam a vida dela se viessem à tona. E há uma dobradinha: Capricórnio é signo de Saturno e a casa 12 é casa de Saturno. O Sol opera exatamente nas sombras, para proteger ou estruturar alguma coisa. Às vezes é a pessoa que constrói algo sem que ninguém fique sabendo, e de repente a obra está lá.
O inverno está chegando
A síntese da aula começa por uma frase: ter o Sol em Capricórnio é saber que o inverno está chegando. Quem nasce com ele já vem com essa frase gravada na cabeça. A vontade, a capacidade de criar e de desenvolver as coisas, é uma força geológica, quase um terremoto movendo a terra inteira, que esculpe a rocha.
O grande desafio seu é não virar pedra junto com a montanha que você está escalando. Então, foque em desenvolver virtudes e qualidades humanas.
O conselho final é ser um pouco mais úmido: mais afetuoso, demonstrar suavidade. O sucesso material e prático não é a única coisa que define a vida humana, e também não é a única coisa que todo mundo vai esperar de quem tem o Sol em Capricórnio.
O signo anterior da série é o Sol em Sagitário, mais jovial e alegre. O oposto de Capricórnio é o Sol em Câncer. A aula seguinte é a do Sol em Aquário, o signo do exílio do Sol, e, como avisa o fim desta, vai ser pesada. A série inteira está em Sol nos signos.
Datas do Sol em Capricórnio
Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Capricórnio sempre entre 21 e 22 de dezembro e saiu entre 19 e 21 de janeiro, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro porque o ano do calendário não tem a mesma duração do caminho do Sol, e o calendário compensa a diferença com os anos bissextos.
Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora: no mesmo dia, uma criança pode nascer com o Sol no fim do signo anterior e outra, poucas horas depois, com o Sol em Capricórnio. A tabela abaixo dá o minuto da entrada em cada ano. Para saber o grau exato do seu Sol, com o fuso e o horário de verão da cidade onde você nasceu, o Placidus calcula o mapa inteiro.
Ver a entrada e a saída do Sol em Capricórnio ano a ano (1930–2035)
| Ano | Entrada | Saída |
|---|---|---|
| 1930 | 22/12/1930, 10h39 | 20/01/1931, 21h17 |
| 1931 | 22/12/1931, 17h30 | 21/01/1932, 04h07 |
| 1932 | 21/12/1932, 23h14 | 20/01/1933, 09h53 |
| 1933 | 22/12/1933, 03h57 | 20/01/1934, 14h37 |
| 1934 | 22/12/1934, 09h49 | 20/01/1935, 20h28 |
| 1935 | 22/12/1935, 15h37 | 21/01/1936, 02h12 |
| 1936 | 21/12/1936, 21h27 | 20/01/1937, 08h01 |
| 1937 | 22/12/1937, 03h22 | 20/01/1938, 13h59 |
| 1938 | 22/12/1938, 09h13 | 20/01/1939, 19h51 |
| 1939 | 22/12/1939, 15h06 | 21/01/1940, 01h44 |
| 1940 | 21/12/1940, 20h55 | 20/01/1941, 07h34 |
| 1941 | 22/12/1941, 02h44 | 20/01/1942, 13h23 |
| 1942 | 22/12/1942, 08h40 | 20/01/1943, 19h19 |
| 1943 | 22/12/1943, 14h29 | 21/01/1944, 01h07 |
| 1944 | 21/12/1944, 20h15 | 20/01/1945, 06h54 |
| 1945 | 22/12/1945, 02h04 | 20/01/1946, 12h45 |
| 1946 | 22/12/1946, 07h53 | 20/01/1947, 18h31 |
| 1947 | 22/12/1947, 13h43 | 21/01/1948, 00h18 |
| 1948 | 21/12/1948, 19h33 | 20/01/1949, 06h09 |
| 1949 | 22/12/1949, 02h23 | 20/01/1950, 13h00 |
| 1950 | 22/12/1950, 08h13 | 20/01/1951, 18h52 |
| 1951 | 22/12/1951, 14h00 | 21/01/1952, 00h38 |
| 1952 | 21/12/1952, 19h43 | 20/01/1953, 06h21 |
| 1953 | 22/12/1953, 00h31 | 20/01/1954, 11h11 |
| 1954 | 22/12/1954, 06h24 | 20/01/1955, 17h02 |
| 1955 | 22/12/1955, 12h11 | 20/01/1956, 22h48 |
| 1956 | 21/12/1956, 17h59 | 20/01/1957, 04h39 |
| 1957 | 21/12/1957, 23h49 | 20/01/1958, 10h28 |
| 1958 | 22/12/1958, 05h40 | 20/01/1959, 16h19 |
| 1959 | 22/12/1959, 11h34 | 20/01/1960, 22h10 |
| 1960 | 21/12/1960, 17h26 | 20/01/1961, 04h01 |
| 1961 | 21/12/1961, 23h19 | 20/01/1962, 09h58 |
| 1962 | 22/12/1962, 05h15 | 20/01/1963, 15h54 |
| 1963 | 22/12/1963, 12h02 | 20/01/1964, 22h41 |
| 1964 | 21/12/1964, 16h50 | 20/01/1965, 03h29 |
| 1965 | 21/12/1965, 23h40 | 20/01/1966, 10h20 |
| 1966 | 22/12/1966, 05h28 | 20/01/1967, 16h08 |
| 1967 | 22/12/1967, 11h16 | 20/01/1968, 21h54 |
| 1968 | 21/12/1968, 16h00 | 20/01/1969, 02h38 |
| 1969 | 21/12/1969, 21h44 | 20/01/1970, 08h24 |
| 1970 | 22/12/1970, 03h36 | 20/01/1971, 14h13 |
| 1971 | 22/12/1971, 09h24 | 20/01/1972, 19h59 |
| 1972 | 21/12/1972, 15h13 | 20/01/1973, 01h48 |
| 1973 | 21/12/1973, 21h08 | 20/01/1974, 07h46 |
| 1974 | 22/12/1974, 02h56 | 20/01/1975, 13h36 |
| 1975 | 22/12/1975, 08h46 | 20/01/1976, 19h25 |
| 1976 | 21/12/1976, 14h35 | 20/01/1977, 01h14 |
| 1977 | 21/12/1977, 20h23 | 20/01/1978, 07h04 |
| 1978 | 22/12/1978, 02h21 | 20/01/1979, 13h00 |
| 1979 | 22/12/1979, 08h10 | 20/01/1980, 18h49 |
| 1980 | 21/12/1980, 13h56 | 20/01/1981, 00h36 |
| 1981 | 21/12/1981, 19h51 | 20/01/1982, 06h31 |
| 1982 | 22/12/1982, 01h38 | 20/01/1983, 12h17 |
| 1983 | 22/12/1983, 07h30 | 20/01/1984, 18h05 |
| 1984 | 21/12/1984, 13h23 | 19/01/1985, 23h58 |
| 1985 | 21/12/1985, 20h08 | 20/01/1986, 06h46 |
| 1986 | 22/12/1986, 02h02 | 20/01/1987, 12h40 |
| 1987 | 22/12/1987, 07h46 | 20/01/1988, 18h24 |
| 1988 | 21/12/1988, 13h28 | 20/01/1989, 00h07 |
| 1989 | 21/12/1989, 19h22 | 20/01/1990, 06h02 |
| 1990 | 22/12/1990, 01h07 | 20/01/1991, 11h47 |
| 1991 | 22/12/1991, 06h54 | 20/01/1992, 17h32 |
| 1992 | 21/12/1992, 12h43 | 19/01/1993, 23h23 |
| 1993 | 21/12/1993, 18h26 | 20/01/1994, 05h07 |
| 1994 | 22/12/1994, 00h23 | 20/01/1995, 11h00 |
| 1995 | 22/12/1995, 06h17 | 20/01/1996, 16h52 |
| 1996 | 21/12/1996, 12h06 | 19/01/1997, 22h43 |
| 1997 | 21/12/1997, 18h07 | 20/01/1998, 04h46 |
| 1998 | 21/12/1998, 23h56 | 20/01/1999, 10h37 |
| 1999 | 22/12/1999, 05h44 | 20/01/2000, 16h23 |
| 2000 | 21/12/2000, 11h37 | 19/01/2001, 22h16 |
| 2001 | 21/12/2001, 17h21 | 20/01/2002, 04h02 |
| 2002 | 21/12/2002, 23h14 | 20/01/2003, 09h53 |
| 2003 | 22/12/2003, 05h04 | 20/01/2004, 15h42 |
| 2004 | 21/12/2004, 10h42 | 19/01/2005, 21h22 |
| 2005 | 21/12/2005, 16h35 | 20/01/2006, 03h15 |
| 2006 | 21/12/2006, 22h22 | 20/01/2007, 09h01 |
| 2007 | 22/12/2007, 04h08 | 20/01/2008, 14h44 |
| 2008 | 21/12/2008, 10h04 | 19/01/2009, 20h40 |
| 2009 | 21/12/2009, 15h47 | 20/01/2010, 02h28 |
| 2010 | 21/12/2010, 21h38 | 20/01/2011, 08h19 |
| 2011 | 22/12/2011, 03h30 | 20/01/2012, 14h10 |
| 2012 | 21/12/2012, 09h12 | 19/01/2013, 19h52 |
| 2013 | 21/12/2013, 15h11 | 20/01/2014, 01h51 |
| 2014 | 21/12/2014, 21h03 | 20/01/2015, 07h43 |
| 2015 | 22/12/2015, 02h48 | 20/01/2016, 13h27 |
| 2016 | 21/12/2016, 08h44 | 19/01/2017, 19h24 |
| 2017 | 21/12/2017, 14h28 | 20/01/2018, 01h09 |
| 2018 | 21/12/2018, 20h23 | 20/01/2019, 07h00 |
| 2019 | 22/12/2019, 01h19 | 20/01/2020, 11h55 |
| 2020 | 21/12/2020, 07h02 | 19/01/2021, 17h40 |
| 2021 | 21/12/2021, 12h59 | 19/01/2022, 23h39 |
| 2022 | 21/12/2022, 18h48 | 20/01/2023, 05h30 |
| 2023 | 22/12/2023, 00h27 | 20/01/2024, 11h07 |
| 2024 | 21/12/2024, 06h21 | 19/01/2025, 17h00 |
| 2025 | 21/12/2025, 12h03 | 19/01/2026, 22h45 |
| 2026 | 21/12/2026, 17h50 | 20/01/2027, 04h30 |
| 2027 | 21/12/2027, 23h42 | 20/01/2028, 10h22 |
| 2028 | 21/12/2028, 05h20 | 19/01/2029, 16h01 |
| 2029 | 21/12/2029, 11h14 | 19/01/2030, 21h54 |
| 2030 | 21/12/2030, 17h10 | 20/01/2031, 03h48 |
| 2031 | 21/12/2031, 22h56 | 20/01/2032, 09h31 |
| 2032 | 21/12/2032, 04h56 | 19/01/2033, 15h33 |
| 2033 | 21/12/2033, 10h46 | 19/01/2034, 21h27 |
| 2034 | 21/12/2034, 16h34 | 20/01/2035, 03h14 |
| 2035 | 21/12/2035, 22h31 | — |
Cálculo do motor do Placidus (efeméride DE440 da NASA, zodíaco tropical), no horário civil de Brasília de cada época, com o horário de verão quando havia.
Perguntas frequentes
O Sol é forte em Capricórnio?
Não no sentido das dignidades. Pelas tabelas do Placidus, o Sol só tem dignidade em Capricórnio na própria face, de 20° a 30° do signo, e não tem as grandes dignidades essenciais de um Sol em Leão. Capricórnio é o território de Saturno, o inimigo do Sol: o ouro que brilha contra o chumbo pesado e fosco. O Sol quer brilhar rápido, e o signo não deixa. Mesmo assim, a aula chama esse Sol de posicionamento de ouro.
Quem rege o Sol em Capricórnio?
Saturno, o senhor de Capricórnio. Um Sol em Capricórnio é governado pelo grande maléfico, e a vontade, que é o Sol, fica acorrentada à noção de dever, à restrição e à paciência. Para querer algo, a pessoa sente que precisa merecer. O lado bom é a paciência e a resistência às dificuldades; o risco é secar a vida a ponto de tudo ter um preço.
Por que o capricorniano tem fama de arrogante?
Porque o Sol quer brilhar rápido e Capricórnio não deixa. Quando o capricorniano tenta o atalho e é barrado, ele se entristece com o mundo e conclui que o mundo não o merece. Também pesa a seriedade: quem tem o Sol em Capricórnio tende a ser reservado, as pessoas sentem uma aura de respeito, e quem tem inveja chama isso de arrogância.
Como conviver com quem tem Sol em Capricórnio?
Dê a ele tarefas práticas, manuais e desafiadoras, que não precisam ser grandiosas. Quando ele desanimar com uma meta, transforme a meta em trabalho concreto e deixe que ele mesmo organize: a montanha se escala aos poucos. Numa discussão, brigar não adianta. Se a relação permitir, leve dados bem construídos, porque o que ele mais odeia é sentir que está sendo contrariado por achismo.
Por que quem tem Sol em Capricórnio é teimoso?
Porque o Sol é seco e Capricórnio também, e a secura repetida cria resistência. Daí a rigidez e uma convicção de chumbo, difícil de perfurar. O que falta desenvolver é empatia, afeto e flexibilidade. Outros planetas do mapa, como um Mercúrio, uma Lua muito forte ou Vênus, podem dar um pouco mais de umidade ao mapa.
Quando o Sol está em Capricórnio?
Entre 1930 e 2035, o Sol entra em Capricórnio sempre entre 21 e 22 de dezembro e sai entre 19 e 21 de janeiro, no horário de Brasília. Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora do nascimento para saber se o Sol já estava em Capricórnio ou ainda no signo vizinho.
Este texto é a versão escrita da aula “SOL EM CAPRICÓRNIO: o guia COMPLETO sobre o capricorniano de verdade”, de Yuri dos Anjos, publicada no YouTube. A equipe do Placidus organizou o conteúdo da aula em artigo. As datas e as tabelas de dignidade são calculadas pelo motor do Placidus.
Astrólogo
Astrólogo dedicado à astrologia tradicional. As regras de cálculo do Placidus seguem o método dele.