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Signos Signo de terra Sol face própria

Sol em Virgem no mapa astral: o rei que foi trabalhar no almoxarifado

Ter o Sol em Virgem é ter a vontade num signo de terra, mutável e feminino, que fecha o verão. Ali o Sol é peregrino, com face só nos primeiros graus, e fica subordinado a Mercúrio, o dono do signo. Por isso o virginiano só decide quando a conta fecha. Ele quer ser útil em vez de famoso e corre o risco da crítica e da autocrítica.

Um rei de coroa solar confere um livro de contas num almoxarifado de castelo, entre sacos de grãos da colheita

Em poucas linhas

  • Virgem fecha o verão: olha para trás e vê abundância, olha para a frente e vê escassez. A resposta do signo é a eficiência, como a aranha que monta a teia no seu canto e não caça.
  • Um problema por vez: o virginiano age no tempo dele e precisa vigiar o perfeccionismo. Na regra da aula, o feito é melhor que o perfeito.
  • O Sol é peregrino em Virgem, com face só de 0° a 10°. Na imagem da aula, é o rei que sai do castelo para auditar as contas, e a luz que deveria iluminar o todo vira lupa.
  • O dono de Virgem é Mercúrio. A vontade fica refém do cálculo: o virginiano só decide quando a conta fecha, e pressioná-lo gera atrito.
  • Os perigos são a crítica e a autocrítica, a ansiedade de ver o resultado antes da hora e o servilismo. A saída da aula: olhar para os resultados e aprender a ser inútil.
  • O grande desafio do Sol em Virgem é largar a lupa e contemplar a paisagem. Usar a luz do Sol só para caçar defeitos é desperdiçar a própria vida.

Assista à aula completa Yuri dos Anjos no YouTube · 36 min · publicada em 17/06/2026

Capítulos da aula (9)
  1. Sol em Virgem: o que é
  2. O significado astrológico do Sol
  3. Virgem: o fim do verão, entre a abundância e a escassez
  4. A estratégia da aranha: eficiência e a teia
  5. A regra de ouro pra quem convive com um virginiano
  6. O perigo do perfeccionismo: o feito é melhor que o perfeito
  7. O Sol peregrino em Virgem: refém de Mercúrio
  8. A crítica, o servilismo e a autocrítica (os grandes venenos)
  9. Início de Sol em Virgem nas 12 casas astrológicas

Quem tem o Sol em Virgem costuma ouvir que é metódico e caprichoso, e às vezes que é chato ou um pouco reservado. A fama tem fundamento, e a aula mostra de onde ela vem: de um signo que fecha o verão e enxerga um futuro de escassez, de um Sol que sai do castelo para auditar as contas e de um senhor, Mercúrio, que só deixa a vontade agir depois que o cálculo fecha.

A imagem com que a aula abre, e com que fecha, resume tudo: o Sol em Virgem é um rei que está trabalhando no almoxarifado, numa estratégia financeira, na organização das finanças do reino. Yuri dos Anjos tem o Sol em Virgem e, de brincadeira, chama este de o melhor de todos os sóis. Para entender como um rei vai parar no almoxarifado, é preciso começar pelo que o Sol é e pelo lugar de Virgem no ano.

O Sol e o signo que fecha o verão

O Sol é o luminar diurno, quente e seco: o princípio vital de todas as coisas, o rei, a vontade no mapa, uma espécie de síntese e de visão de longo alcance. O Sol expande a sua luz, mostra a sua luz. Guarde essa ideia, porque em Virgem ela muda de forma.

Virgem é o encerramento do verão: no hemisfério norte, é o signo que fecha essa estação. Para mostrar o que isso significa, a aula refaz o caminho dos signos anteriores. Áries é o impulso criativo. Touro é a estabilidade e a abundância, as coisas fluindo e dando fruto. Em Gêmeos aparece o princípio da troca: a abundância passa, e é preciso trocar o que se tem com o outro. Câncer protege os que estão próximos; Leão protege os mais valorosos, numa hierarquia qualitativa das pessoas.

Virgem é o final desse processo. Dali para a frente há mais escassez do que abundância, e a abundância de Touro só volta quando o Sol chega de novo a Touro. Os signos seguintes representam quase sempre tensão, superação e resiliência, e não mais paz, tranquilidade e conforto. Virgem fica na fronteira: olha para trás e vê as coisas dando certo; olha para a frente e vê um futuro incerto, com dificuldades que não sabe como vai superar. A solução que o virginiano dá para esse limiar é a eficiência.

A estratégia da aranha

O bicho que a aula liga a Virgem é a aranha. Leão, o signo anterior, é a caçada: buscar a presa com vontade, com força. A aranha não caça. Vai para um canto onde fica na dela, cria ali uma toca, um lugar seguro, e nesse lugar estende a teia.

A teia é tecnologia. Em algumas versões do Homem-Aranha, lembra a aula, ela sai de um mecanismo que o Peter Parker precisa estar sempre abastecendo; em outras, vem do poder que ele recebeu ao ser mordido pela aranha. De um jeito ou de outro, é uma coisa construída, uma técnica desenvolvida para resolver um problema. Com a teia no canto, a aranha não sai atrás de nada. Os bichos pousam ali, mosquitos, moscas, dez, quinze num dia, e ela tem um reservatório de presas para devorar depois.

Uma aranha espera parada no centro da teia, no seu canto, enquanto moscas e mosquitos pousam presos nos fios
A aranha não caça: estende a teia no seu canto e espera os bichos pousarem. É a eficiência de quem tem o Sol em Virgem.

Essa é a ação própria do virginiano. Ele não sai para conquistar o mundo. Quer o lugar dele, com conforto e tranquilidade, um lugar onde se esconde, mas onde possa também maximizar a sua eficiência, os seus ganhos, os seus potenciais. O exemplo da aula é o trabalho do próprio Yuri, que nem sempre foi feito pela internet e pelas redes sociais e, quando passou a ser, virou uma realidade quase insubstituível.

Eu tenho a oportunidade de ficar exatamente como uma aranha na minha toca, onde eu maximizo os meus ganhos, porque eu estou encontrando pessoas. Às vezes eu atendo pessoas de outro país: Espanha, China, Estados Unidos, Portugal, Itália.

Assim ele não fica restrito a um meio limitado, que o obrigaria a sair o tempo todo de um lugar tranquilo para uma conquista mais exagerada. É típico do signo: quando o virginiano consegue uma situação confortável, ele não sai dali.

Um problema por vez

Daí vem a primeira dica para quem mora com um virginiano: não crie pressão na cabeça dele. Esse trabalho de maximizar o que recebe, ele faz com muita atenção, dedicado exclusivamente àquilo. Os próprios vídeos do Yuri servem de exemplo: uma gravação de 30 ou 40 minutos leva uma ou duas horas, por causa do tempo de preparo. Para o virginiano, é sempre uma coisa de cada vez.

Você que é virginiano, não abrace multitarefa. Resolva um problema por vez. Você vai ter força, capacidade de resolver um problema por vez muito bem resolvido.

Os problemas aparecem quando ele se divide demais. Por isso Virgem não se dá bem com Gêmeos, que está o tempo todo se expandindo, buscando mais e mais, nem com Sagitário. Com Peixes o motivo é outro: Peixes não busca algo a mais, mas espera demais. O virginiano fica no meio das duas coisas. Não espera demais, mas também não age muito. Age no tempo dele.

É como o Gandalf: um mago nunca se atrasa, chega quando tem que chegar. O virginiano nunca atrasa demandas. A pior coisa a fazer com um marido ou uma esposa de Sol em Virgem é pressionar demais: antes de agir, a cabeça dele já está fervilhando com aquele problema e pensando em muitas soluções. O alerta, aqui, é para o próprio virginiano.

Tome muito cuidado com o excesso de perfeição. Bote sempre na cabeça o seguinte: o feito é melhor que o perfeito. O feito é sempre melhor que o perfeito.

Terra, mutável e melancólico: o aprimorador nato

Virgem é um signo de terra no limiar do fim do verão, a última estação realmente produtiva, aquela em que as coisas fluem com facilidade. Está na fronteira entre um passado que foi bom e um futuro incerto, inseguro, e nessa fronteira a terra tenta conservar.

Virgem também é mutável, e ser mutável, para um signo, quer dizer comparar dois modelos, duas coisas diferentes. Gêmeos multiplica as opções até encontrar a ideal, e muitas vezes nem consegue. Virgem não. Diante de uma bifurcação, observa os dois caminhos, escolhe um e diz: este é o melhor, o preferível, porque este eu consigo tornar melhor ainda. Quem tem o Sol em Virgem é um aprimorador nato das coisas.

O signo é de disposição feminina e majoritariamente noturno. O temperamento é melancólico: Virgem é frio e seco. E é o símbolo do princípio da análise, da separação, da pureza, do trabalho e do fim da colheita, o mesmo fim de estação de que a aula partiu.

O intestino, a imagem de Virgem no corpo

Na correspondência tradicional entre signos e partes do corpo, Virgem fica quase sempre associado ao intestino, e a aula usa o órgão como imagem do signo. O intestino faz um trabalho virginiano: separa o que é bom e nutritivo, distribui para o corpo, e o que não presta vai para o cólon. Faz a colheita, a separação, a triagem. Em Virgem tudo passa por aí: processos, tecnologia, organização, pureza, perfeição.

O Sol peregrino em Virgem: a luz que vira lupa

Em Virgem, o Sol está peregrino. Não é o dono do signo nem está exaltado nele, porque o domicílio e a exaltação ali são de Mercúrio. Só em alguns graus, os primeiros, o Sol tem face, uma dignidade bem pequena, que lhe dá alguma importância, alguma realeza. A imagem da aula para esse Sol é a de um rei que deixa o castelo.

Nós temos um Sol que sai do seu castelo e vai auditar as contas, limpar a cozinha, organizar os ambientes. E a luz solar, que deveria iluminar o todo, age de forma cirúrgica.

Ficha técnica de Virgem signo de terra, mutável e feminino

Domicílio (senhor do signo)
Mercúrio
Exaltação
Mercúrio, com o ápice a 15°
Exílio
Júpiter
Queda
Vênus
Triplicidade (terra)
Vênus de dia, Lua de noite
Termos
Mercúrio 0° a 7° · Vênus 7° a 13° · Júpiter 13° a 18° · Saturno 18° a 24° · Marte 24° a 30°
Faces
Sol 0° a 10° · Vênus 10° a 20° · Mercúrio 20° a 30°
O Sol em Virgem
  • face, de 0° a 10° +1

Calculado com as tabelas do Placidus: triplicidade de Ptolomeu, termos ptolomaicos, faces na ordem caldaica e a pontuação de William Lilly (domicílio +5, exaltação +4, triplicidade +3, termo +2, face +1, exílio −5, queda −4). O Sol não rege termos.

Em números, a ficha mostra o que a aula descreve em imagens. O Sol em Virgem soma no máximo um ponto, o da face, e só entre 0° e 10° do signo. Do 10° em diante, nenhuma dignidade. Quem manda ali é Mercúrio, senhor de Virgem e exaltado no mesmo signo.

O símbolo dessa luz cirúrgica é a lupa. Quando se concentra a luz do Sol num feixe com uma lupa, ou com um vidro, o feixe começa a queimar: trigo, palha, mato seco, papel. É a transformação de um todo numa coisa direcionada, dirigida. O Sol, que expande e mostra a luz, em Virgem a concentra num ponto.

Uma mão segura uma lupa que concentra a luz do Sol num ponto e acende um pequeno monte de palha seca
A luz que deveria iluminar o todo, concentrada num ponto: em Virgem, o Sol age de forma cirúrgica.

Há também um contraste de qualidades. O Sol é quente, Virgem é frio, e os dois são secos. O seco está ligado à capacidade de ter uma identidade própria, uma forma própria. Mas a vontade solar é expansiva, ligada ao calor, enquanto a terra de Virgem é retração. O resultado é uma pessoa que quase sempre se exige: exige de si não cometer erros, não gosta de cometer erros e não gosta que alguém aponte os erros dela.

Como apontar um erro a quem tem Sol em Virgem

Pode-se apontar, desde que seja como correção, e não jogando o erro na cara dele. O modelo é algo assim: eu sei que você fez desse jeito, e acredito que estava pensando no melhor quando fez, mas o ideal é fazer dessa forma. Em seguida, explicar o processo, como se quer que seja feito. Nunca jogue uma explicação vaga, vazia, na mente do virginiano.

E dê exemplo. Signo de terra, ligado à praticidade, Virgem aprende muito pela prática e observando. A dica vale para o próprio virginiano: se você quer aprender alguma coisa e não observa alguém fazendo aquilo na prática, vai ter muita dificuldade e muita resistência, porque está lidando só com ideias. Virgem não trabalha bem com ideias. Trabalha bem com a prática, com as coisas manuais. Qualquer sucesso que tenha, o virginiano sabe que virá do trabalho exímio de alguém que se dedica exclusivamente a fazer uma coisa muito bem feita.

Mercúrio, o contador que comanda o Sol

Por isso ele não pensa em fama nem em brilhar nos holofotes. A aranha corre para a toca, não para a frente de todos; quando alguém tenta matá-la, ela foge para um lugar escondido. O virginiano quer utilidade, ausência de erros, um navio navegando com certa estabilidade no oceano. Não se joga dentro da tempestade, e se vê uma, não a enfrenta: foge dela.

O ponto central está no dono do signo. O senhor de Virgem é Mercúrio, e o Sol em Virgem fica subordinado a ele, como já acontecia em Gêmeos, o outro signo de Mercúrio.

O Sol está sendo subordinado por Mercúrio novamente. Então agora ele é refém de um contador, refém de um mensageiro, refém dos navegantes, das mudanças constantes da vida.

Na linguagem da aula, a vontade fica outra vez refém da estimativa. O virginiano só passa a querer algo quando o cálculo estimativo que fez funciona: agora que eu calculei, agora que cheguei a uma resolução matemática, aí sim posso tomar uma decisão.

Daí o reforço da primeira dica. “Você tem que fazer isso agora” e “amor, você tem que resolver isso” não funcionam, porque ele vai querer calcular. Você quer dar dois passos para a frente, ele dá um passo para trás, e a relação ganha um atrito. A outra dica é não menosprezar o que é importante para ele. Se ele explica que está demorando porque aquilo é muito importante e ouve “que nada, isso é besteira, faz logo”, você pisou num terreno muito sensível, muito delicado.

Quando o cálculo é interrompido

O Sol em Virgem sente que é capaz de fazer tudo, desde que tenha esse cálculo bem organizado, bem elaborado, frio. Quando o cálculo é interrompido, ou quando ele não consegue fazê-lo, fica perdido, com a sensação de que o mundo deixou de ser um lugar que se entende.

Há duas imagens para isso. Uma é a de alguém sequestrado e largado num país completamente diferente, com outra língua e outros costumes, que acorda sem saber onde está. A outra é a de um navio em alto-mar cuja bússola não aponta para o norte: gira para todos os lados possíveis, menos para o norte, e o navio fica dando voltas, dando círculos. Ele perde o sentido para fazer as coisas. É um desespero que brota da desorientação.

Elogie a utilidade, não a grandeza

No geral, o virginiano tende a ser bem modesto. Não quer ser grande e não se vê como alguém grandioso, ao contrário do leonino. Quer ser útil. Por isso a melhor forma de elogiá-lo não é elogiar a grandeza, mas a utilidade: isso que você fez foi excelente, a solução que você pensou para esse problema foi excelente. E ele não faz questão de ficar com os louros.

Crítica, ansiedade e servilismo: os venenos do virginiano

Aqui entra o que a aula chama de perigo severo: a autocrítica e a crítica aos outros. Como o virginiano opera cem por cento na perfeição, no cálculo e nos processos, ele olha para quem não funciona assim e conclui que aquela pessoa é uma desorganizada, uma desocupada da vida.

O conselho é direto. Não acredite que o seu modo de fazer as coisas é o ideal e perfeito, porque nem sempre é. Pode ser que você não conheça coisas capazes de aprimorar os processos que já faz, e sem isso em mente vai se tornar, nas palavras da aula, uma pessoa insuportável de conviver. O melhor é tirar o foco do processo e pô-lo nos resultados, com que Virgem também se importa bastante. Não importa tanto como os outros fizeram; importa qual foi o resultado. Se foi bom, ótimo: esquece as minúcias, e as coisas ficam muito melhores.

O caráter de Virgem é bem mais dócil que o de Leão, porque Virgem é um signo humano, e não feroz e bestial como Leão nem bestial como Touro. Homem ou mulher, o virginiano tende a ser mais dócil, mais leve. Para os homens, fica uma dica de relacionamento: aprenda a resolver problemas e situações conflituosas, a encontrar soluções para os problemas da vida. Isso ajuda muito na relação com o sexo oposto, seja você casado ou solteiro.

A ansiedade de ver o resultado antes da hora

Há a inércia da terra somada à instabilidade de um signo mutável, e há o grande problema que pode aparecer aqui: a ansiedade. O virginiano é muito ansioso, mas não por estar com pensamentos desordenados, como o geminiano. Ele é ansioso porque quer ver o resultado antes de a coisa se concretizar.

Ele tem dificuldade com a parcimônia, a virtude que faz a pessoa esperar os resultados acontecerem, as coisas se desenrolarem. É uma mente que pode se fragmentar e buscar uma perfeição material quase impossível. E sobra a brecha para a crítica mordaz, para o foco nas falhas: o Sol joga a luz nos defeitos.

Servilismo, ou aprender a ser inútil

O outro grande problema é o servilismo: querer estar sempre sendo prestativo, sempre sendo útil. Isso pode passar às pessoas uma impressão falsa, a de que você está se intrometendo onde não devia.

Aprenda também a ser inútil. Eu levei quase 30 anos para aprender a me divertir, a querer mesmo ter momentos em que eu não penso em resolver problemas, trabalho, nada. E isso é uma grande dificuldade para o virginiano.

A aula reúne os traços desse lado do signo: perfeição exagerada, pureza, crítica excessiva e um orgulho interior, que não é o de quem quer ser grande, reconhecido, famoso, mas o de quem quer ser útil e o melhor naquilo que faz. E o esparramamento em atividades demais, que faz perder o foco e, principalmente, a qualidade das ações. A qualidade do virginiano vem de um lugar só: estou fazendo isto, estou focado só nisto, e acabou.

Sol em Virgem nas 12 casas

Explicadas as duas naturezas, a do Sol e a de Virgem, a aula passa pelas doze casas. A casa diz em que área da vida essa vontade metódica vai se exercer.

Casa 1

A casa 1 é o Ascendente, o corpo, o eu. Aqui a vitalidade do Sol se gasta numa supervigilância. O corpo tende a ser visto como uma máquina que precisa de manutenção constante, o que pode levar à hipocondria (a preocupação com doença o tempo todo) e a um autocuidado excessivo. Nesses casos, a sugestão da aula é se expor a riscos moderados e controlados, como um parque de diversões ou um esporte um pouco mais radical. Virgem rege o ventre, o intestino e o sistema digestório, e a aula liga a ansiedade dessa posição ao estômago e ao intestino. A personalidade tende a ser meticulosa, de olhar clínico e ar muito preocupado, com uma aura de preocupação constante e uma mente que não desliga.

Casa 2

Sucedente, é a casa dos recursos e do dinheiro da pessoa. Aqui o dinheiro vem pelo esforço, pelo cálculo, pela retenção. Para quem tem o Sol em Virgem na 2 e não sabe o que fazer porque está sem dinheiro, o conselho é olhar por onde ele está vazando, porque com certeza está. São favorecidas as atividades ligadas a cálculo, esforço, artesanato, contabilidade e área da saúde, com uma gestão financeira muito prudente. A terra, ligada ao medo de que algo falte, gera um controle rígido dos gastos: de cabeça, a pessoa sabe tudo o que está gastando. A comparação da aula é com o Julius, o pai de Todo Mundo Odeia o Chris, que sabe quanto custa cada coisa e reclama dos vinte centavos de água jogados no chão.

Casa 3

Cadente, é a casa da comunicação e dos irmãos. A comunicação é cirúrgica, mas muitas vezes focada em apontar o erro alheio, e a crítica vira uma forma de expressão. A aula avisa que a crítica envenena quem critica. À medida que critica os outros, a pessoa se coloca num altar, num pedestal, num púlpito; se está habilitada a criticar o outro, alguém a colocou ali, e na maior parte das vezes esse alguém é ela mesma. A relação com os irmãos pode se basear em favores, promessas, cobranças e multas. A mente é brilhante para gramática, para linguagem e também para programação.

Casa 4

A casa das raízes, da família, do pai e do ambiente doméstico. A pessoa quer um lar funcional, impecável, guiado por regras de saúde e higiene. O pai muitas vezes é visto como uma figura crítica, trabalhadora, que exigia muita perfeição, quase sempre com ausência de afeto. A dica é para quem tem um filho com o Sol em Virgem na casa 4: demonstre afeto, porque quase sempre ele acha que a única forma de demonstrar afeto é pela utilidade, pelos famosos atos de serviço.

Casa 5

Os filhos e os prazeres. Virgem é mais um signo estéril, e os três signos mais estéreis do zodíaco são Gêmeos, Leão e Virgem. A aula ressalva que isso não quer dizer que a pessoa não terá filhos: é preciso ver outros elementos do mapa. Mas a posição indica dificuldade, atraso, e pode haver até uma mentalidade antinatalista, de negar os filhos. Na criação, o cuidado é com o rigor exagerado e com as regras desnecessárias. A diversão tende a vir de hobbies técnicos, como montar quebra-cabeça, ler manuais e cuidar de plantas, e pode haver pavor de ambientes de diversão caóticos: carrinho bate-bate, parque de diversões, parque aquático.

Casa 6

Cadente e maléfica, é a casa das doenças e da rotina, a casa natural do serviço. O Sol aqui ilumina a rotina e a subordinação, e o retrato é o de um funcionário substituível e workaholic. É outra posição que, na leitura da aula, leva à hipocondria, com o desejo de pesquisar doenças e buscar informações sobre elas; a vontade de ficar focado na doença pode gerar somatização, fadiga e distúrbios intestinais nervosos. Na maior parte das vezes, também é uma boa posição para a infectologia, a área da medicina que estuda como as doenças funcionam e os remédios adequados para cada uma, inclusive as mais difíceis e complicadas.

Casa 7

O casamento, as sociedades e os inimigos. O casamento é visto como uma sociedade utilitária, e a pessoa busca parceiros úteis, com uma certa mania de limpeza. O que mais atrapalha a vida amorosa dessa posição é o excesso de crítica, e a dica é direta: fecha a boca, principalmente se você é homem. O homem precisa converter o excesso de crítica em enxergar os detalhes de perfeição e de beleza da esposa, porque, para a aula, a crítica é destrutiva para qualquer mulher, seja qual for o mapa, e a função do marido não é criticar a mulher, mas elogiá-la. Quando ela erra, claro, não cabe elogio, mas é preciso moderar a forma da crítica, que muitas vezes sai voraz. Ver os detalhes da beleza do outro e sair um pouco da utilidade do dia a dia ajuda. Os inimigos podem surgir por meio de documentos e burocracia, com pequenos boicotes e armadilhas.

Casa 8

Sucedente e também maléfica, é a casa da morte, das heranças e das crises. É um ótimo posicionamento para contadores, administradores e quem gere, investe ou entende dos recursos alheios, e para técnicos em geral, de informática, de celular. O grande risco é a crise provocada pelo perfeccionismo: a pessoa se angustia por não ter feito o suficiente, por achar que deveria ter feito mais.

Casa 9

Religião, fé e viagens. A fé se baseia na pureza moral e no rigor das regras: a pessoa segue a religião como um conjunto de regras e evita o misticismo e o que é carismático. Quer a doutrina, quer os ritos, quer tudo preto no branco, certinho, perfeito, limpo. As viagens precisam ser muito bem planejadas, com roteiro e planilha. Nada de “vamos agora viajar para tal lugar”: antes é preciso ver se há dinheiro para isso, aonde se vai e quanto se vai gastar lá.

Casa 10

Angular, no topo do céu, é a casa do trabalho, da carreira e da glória. A fama não vem pelo carisma (o virginiano, na maior parte das vezes, não é muito carismático), mas pela utilidade, pela excelência técnica incontestável. Quem tem o Sol em Virgem na 10 precisa buscar ser o melhor no que faz. As profissões ligadas a isso são médico, auditor, analista de sistemas, artesão, inspetor. O retrato é o do braço direito do chefe, alguém que age pelos bastidores e faz a máquina rodar.

Casa 11

Os amigos, as esperanças, os presentes que vêm do céu. A pessoa escolhe as amizades a dedo, pelo critério da utilidade do intelecto. Para quem quer ser um bom amigo de alguém com esse Sol na 11, a aula aponta o bom samaritano. Um judeu, inimigo do samaritano, está ferido no chão; outros passam por ele, e todos o ignoram. O samaritano o recolhe e cuida dele, sem palavras melosas e sem chamá-lo de melhor amigo: é útil, muito útil. Para quem tem esse Sol, o caminho é ser útil ao amigo. Para quem tem um amigo assim, é reconhecer essa utilidade e dizer que, sem ele, aquela situação teria se resolvido de um jeito muito diferente. As amizades giram em torno de resolver problemas práticos do outro.

Casa 12

A casa dos inimigos ocultos. Aqui podem se desenvolver manias e estereotipias pessoais, e a aula ressalva que nem todo mundo tem ou terá isso: é um sinal, às vezes num nível muito baixo. O maior inimigo dessa pessoa é a própria culpa, a autocrítica implacável, que gera esgotamento mental e paralisia: se não for perfeito, não faço. Para as mulheres com essa posição, o alerta é não idealizar demais as relações, do tipo “se ele não fizer o pedido de casamento do jeito que eu imaginei, não aceito”. Também é preciso cuidado com a mania de fazer com perfeição as coisas escondidas, como vícios e adultério; ficar raciocinando demais sobre isso não vale a pena. O melhor uso da casa 12 é agir pelos bastidores, perguntando-se como fazer uma coisa bem feita sem que ninguém precise notar nem reconhecer.

Largar a lupa e contemplar a paisagem

A síntese da aula volta à imagem do começo: o Sol em Virgem é um rei trabalhando no almoxarifado, na estratégia financeira, na organização das finanças do reino. E o grande desafio do virginiano é largar a lupa e aprender a contemplar a paisagem. Com o foco tão direcionado, ele esquece de ver o que está ao redor.

Às vezes eu vejo isso com a minha família. Estou tão focado em trabalho, vídeo, conteúdo, entregas de mapas, consultas. E aí eu passo um tempo com as crianças, eles pulam em cima de mim, dão risada, a minha esposa começa a contar coisas do dia dela. E eu percebo que, quando estou aqui, eu esqueço dessa realidade, porque estou na minha lupa.

O mundo material em que vivemos é imperfeito por natureza. A aula lembra o Gênesis: a terra produz abrolhos e espinhos, ou seja, nunca estaremos satisfeitos com o que a terra, e a vida que temos, vão oferecer. Por isso é importante ter momentos de olhar e dizer: consegui uma coisa que eu queria. O virginiano tem uma sede implacável do melhor, do mais perfeito, do mais útil, e perde a oportunidade de contemplar a beleza das coisas da vida. Precisa deixar que a vida natural fale com ele também, e não só querer falar para o mundo.

Usar a vontade e a luz do Sol apenas para caçar defeitos e apontar críticas é um desperdício da própria vida. O olhar para o detalhe continua, só que voltado para outro lado.

O ideal é olhar as pequenas belezas e minúcias da vida. Não para ter um ideal de perfeição estéril, mas para servir, para oferecer um dom aos outros com propósito, com sentido, com utilidade.

O signo anterior da série é o Sol em Leão, a casa do Sol, que a aula usa várias vezes como contraste de Virgem. O seguinte é o Sol em Libra, o signo da queda do Sol. O oposto de Virgem é Peixes, o signo que, na comparação com o virginiano, espera demais. A série inteira está em Sol nos signos.

Datas do Sol em Virgem

Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Virgem sempre entre 22 e 24 de agosto e saiu entre 22 e 23 de setembro, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro porque o ano do calendário não tem a mesma duração do caminho do Sol, e o calendário compensa a diferença com os anos bissextos.

Em 2026, o Sol entrou em Virgem em 22/08/2026, 23h19 e saiu em 22/09/2026, 21h05
Em 2027, o Sol entra em Virgem em 23/08/2027, 05h14 e sai em 23/09/2027, 03h02

Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora: no mesmo dia, uma criança pode nascer com o Sol no fim do signo anterior e outra, poucas horas depois, com o Sol em Virgem. A tabela abaixo dá o minuto da entrada em cada ano. Para saber o grau exato do seu Sol, com o fuso e o horário de verão da cidade onde você nasceu, o Placidus calcula o mapa inteiro.

Ver a entrada e a saída do Sol em Virgem ano a ano (1930–2035)
Instante em que o Sol entra e sai de Virgem, horário de Brasília
AnoEntradaSaída
1930 23/08/1930, 18h26 23/09/1930, 15h36
1931 24/08/1931, 00h10 23/09/1931, 21h23
1932 23/08/1932, 06h06 23/09/1932, 03h16
1933 23/08/1933, 11h52 23/09/1933, 09h01
1934 23/08/1934, 17h32 23/09/1934, 14h45
1935 23/08/1935, 23h24 23/09/1935, 20h38
1936 23/08/1936, 05h10 23/09/1936, 02h26
1937 23/08/1937, 10h58 23/09/1937, 08h13
1938 23/08/1938, 16h46 23/09/1938, 13h59
1939 23/08/1939, 22h31 23/09/1939, 19h49
1940 23/08/1940, 04h29 23/09/1940, 01h46
1941 23/08/1941, 10h17 23/09/1941, 07h33
1942 23/08/1942, 15h58 23/09/1942, 13h16
1943 23/08/1943, 21h55 23/09/1943, 19h12
1944 23/08/1944, 03h46 23/09/1944, 01h02
1945 23/08/1945, 09h35 23/09/1945, 06h50
1946 23/08/1946, 15h26 23/09/1946, 12h41
1947 23/08/1947, 21h09 23/09/1947, 18h29
1948 23/08/1948, 03h03 23/09/1948, 00h22
1949 23/08/1949, 08h48 23/09/1949, 06h06
1950 23/08/1950, 14h23 23/09/1950, 11h44
1951 23/08/1951, 20h16 23/09/1951, 17h37
1952 23/08/1952, 02h03 22/09/1952, 23h24
1953 23/08/1953, 07h45 23/09/1953, 05h06
1954 23/08/1954, 13h36 23/09/1954, 10h55
1955 23/08/1955, 19h19 23/09/1955, 16h41
1956 23/08/1956, 01h15 22/09/1956, 22h35
1957 23/08/1957, 07h08 23/09/1957, 04h26
1958 23/08/1958, 12h46 23/09/1958, 10h09
1959 23/08/1959, 18h43 23/09/1959, 16h08
1960 23/08/1960, 00h34 22/09/1960, 21h59
1961 23/08/1961, 06h19 23/09/1961, 03h42
1962 23/08/1962, 12h12 23/09/1962, 09h35
1963 23/08/1963, 17h58 23/09/1963, 15h23
1964 22/08/1964, 23h51 22/09/1964, 21h17
1965 23/08/1965, 05h43 23/09/1965, 03h06
1966 23/08/1966, 11h18 23/09/1966, 08h43
1967 23/08/1967, 17h12 23/09/1967, 14h38
1968 22/08/1968, 23h03 22/09/1968, 20h26
1969 23/08/1969, 04h43 23/09/1969, 02h07
1970 23/08/1970, 10h34 23/09/1970, 07h59
1971 23/08/1971, 16h15 23/09/1971, 13h45
1972 22/08/1972, 22h03 22/09/1972, 19h33
1973 23/08/1973, 03h53 23/09/1973, 01h21
1974 23/08/1974, 09h29 23/09/1974, 06h58
1975 23/08/1975, 15h24 23/09/1975, 12h55
1976 22/08/1976, 21h18 22/09/1976, 18h48
1977 23/08/1977, 03h00 23/09/1977, 00h29
1978 23/08/1978, 08h57 23/09/1978, 06h25
1979 23/08/1979, 14h47 23/09/1979, 12h16
1980 22/08/1980, 20h41 22/09/1980, 18h09
1981 23/08/1981, 02h38 23/09/1981, 00h05
1982 23/08/1982, 08h15 23/09/1982, 05h46
1983 23/08/1983, 14h07 23/09/1983, 11h42
1984 22/08/1984, 20h00 22/09/1984, 17h33
1985 23/08/1985, 01h36 22/09/1985, 23h07
1986 23/08/1986, 07h26 23/09/1986, 04h59
1987 23/08/1987, 13h10 23/09/1987, 10h45
1988 22/08/1988, 18h54 22/09/1988, 16h29
1989 23/08/1989, 00h46 22/09/1989, 22h20
1990 23/08/1990, 06h21 23/09/1990, 03h55
1991 23/08/1991, 12h13 23/09/1991, 09h48
1992 22/08/1992, 18h10 22/09/1992, 15h43
1993 22/08/1993, 23h50 22/09/1993, 21h22
1994 23/08/1994, 05h44 23/09/1994, 03h19
1995 23/08/1995, 11h35 23/09/1995, 09h13
1996 22/08/1996, 17h23 22/09/1996, 15h00
1997 22/08/1997, 23h19 22/09/1997, 20h56
1998 23/08/1998, 04h59 23/09/1998, 02h37
1999 23/08/1999, 10h51 23/09/1999, 08h32
2000 22/08/2000, 16h49 22/09/2000, 14h28
2001 22/08/2001, 22h27 22/09/2001, 20h04
2002 23/08/2002, 04h17 23/09/2002, 01h55
2003 23/08/2003, 10h08 23/09/2003, 07h47
2004 22/08/2004, 15h53 22/09/2004, 13h30
2005 22/08/2005, 21h45 22/09/2005, 19h23
2006 23/08/2006, 03h23 23/09/2006, 01h03
2007 23/08/2007, 09h08 23/09/2007, 06h51
2008 22/08/2008, 15h02 22/09/2008, 12h44
2009 22/08/2009, 20h39 22/09/2009, 18h19
2010 23/08/2010, 02h27 23/09/2010, 00h09
2011 23/08/2011, 08h21 23/09/2011, 06h05
2012 22/08/2012, 14h07 22/09/2012, 11h49
2013 22/08/2013, 20h02 22/09/2013, 17h44
2014 23/08/2014, 01h46 22/09/2014, 23h29
2015 23/08/2015, 07h37 23/09/2015, 05h21
2016 22/08/2016, 13h38 22/09/2016, 11h21
2017 22/08/2017, 19h20 22/09/2017, 17h02
2018 23/08/2018, 01h09 22/09/2018, 22h54
2019 23/08/2019, 07h02 23/09/2019, 04h50
2020 22/08/2020, 12h45 22/09/2020, 10h31
2021 22/08/2021, 18h35 22/09/2021, 16h21
2022 23/08/2022, 00h16 22/09/2022, 22h04
2023 23/08/2023, 06h01 23/09/2023, 03h50
2024 22/08/2024, 11h55 22/09/2024, 09h44
2025 22/08/2025, 17h34 22/09/2025, 15h19
2026 22/08/2026, 23h19 22/09/2026, 21h05
2027 23/08/2027, 05h14 23/09/2027, 03h02
2028 22/08/2028, 11h01 22/09/2028, 08h45
2029 22/08/2029, 16h52 22/09/2029, 14h39
2030 22/08/2030, 22h36 22/09/2030, 20h27
2031 23/08/2031, 04h23 23/09/2031, 02h15
2032 22/08/2032, 10h18 22/09/2032, 08h11
2033 22/08/2033, 16h02 22/09/2033, 13h52
2034 22/08/2034, 21h48 22/09/2034, 19h40
2035 23/08/2035, 03h44 23/09/2035, 01h39

Cálculo do motor do Placidus (efeméride DE440 da NASA, zodíaco tropical), no horário civil de Brasília de cada época, com o horário de verão quando havia.

Perguntas frequentes

O Sol é peregrino em Virgem?

Sim, na leitura da aula. Virgem pertence a Mercúrio, que é dono do signo e exaltado nele, e o Sol não tem ali domicílio nem exaltação. Só nos primeiros graus, de 0° a 10° pelas tabelas do Placidus, ele tem face, uma dignidade bem pequena que lhe dá alguma importância, alguma realeza. A imagem da aula é a de um rei que sai do castelo para auditar as contas.

Quem rege o Sol em Virgem?

O senhor de Virgem é Mercúrio, e o Sol nesse signo fica subordinado a ele. Na imagem da aula, a vontade vira refém de um contador, de um mensageiro, das mudanças constantes da vida. Na prática, o virginiano só passa a querer algo quando o cálculo que fez funciona. Por isso pressioná-lo gera atrito: você quer dar dois passos para a frente e ele dá um para trás.

Por que quem tem Sol em Virgem é tão crítico?

Porque opera na perfeição, no cálculo e nos processos, e olha para quem não funciona assim como desorganizado. Em Virgem, o Sol age como uma lupa e joga a luz nos defeitos. A aula chama a crítica aos outros e a autocrítica de perigo severo e aconselha tirar o foco do processo e pô-lo nos resultados: se o resultado foi bom, esquecer as minúcias.

Como conviver com alguém que tem Sol em Virgem?

Não crie pressão na cabeça dele: o virginiano resolve um problema por vez e age no tempo dele. Ao apontar um erro, faça como correção, explique o processo e dê exemplo, nunca uma explicação vaga. Não menospreze o que é importante para ele. E, na hora de elogiar, elogie a utilidade do que ele fez, não a grandeza dele.

Quando o Sol está em Virgem?

Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Virgem sempre entre 22 e 24 de agosto e saiu entre 22 e 23 de setembro, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro, e quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora do nascimento para saber se o Sol já estava em Virgem.

Que parte do corpo Virgem rege na astrologia?

Na correspondência tradicional, Virgem rege o ventre, o intestino e o sistema digestório. A aula usa o intestino como imagem do signo: ele separa o que é bom e nutritivo do que não presta, faz a triagem. É uma correspondência simbólica da tradição, usada para ler o mapa, e não um diagnóstico nem uma orientação de saúde.


Este texto é a versão escrita da aula “SOL EM VIRGEM: o guia COMPLETO sobre o virginiano de verdade”, de Yuri dos Anjos, publicada no YouTube. A equipe do Placidus organizou o conteúdo da aula em artigo. As datas e as tabelas de dignidade são calculadas pelo motor do Placidus.

Yuri dos Anjos

Astrólogo

Astrólogo dedicado à astrologia tradicional. As regras de cálculo do Placidus seguem o método dele.

O Sol nos doze signos

Uma aula do Yuri para cada signo. As que ainda não viraram artigo aparecem como “em breve”.

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Veja onde está o Sol no seu mapa.

O Placidus calcula o mapa pela astrologia tradicional: dignidades, seita, termos e faces, com a regra de cada resultado à vista. Você pede o acesso e a equipe libera a conta.

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