Em poucas linhas
- O Sol está em queda em Libra, o signo oposto a Áries, onde ele se exalta. Na imagem da aula, o rei não emite mais decretos: faz acordos e diplomacia.
- Libra é ar, e o ar não tem forma própria: assume a forma do recipiente. Por isso o ambiente pesa tanto para quem tem o Sol nesse signo.
- Áries forma a identidade excluindo o outro. Libra quer incluir: fazer caber duas coisas contraditórias numa só e não deixar nenhuma perspectiva de fora.
- O dispositor do Sol em Libra é Vênus: a vontade fica terceirizada, a serviço da estética, do conforto e da aprovação alheia.
- O grande desafio é aprender que algumas brigas são necessárias e que nenhuma relação se mantém com o esforço de uma pessoa só.
Assista à aula completa Yuri dos Anjos no YouTube · 30 min · publicada em 25/06/2026
Capítulos da aula (14)
- Sol em Libra: o que é
- O significado astrológico do Sol
- Libra: signo de ar cardinal e o conflito de identidade
- Inclusão x exclusão: Libra e o oposto de Áries
- Por que o ambiente é tudo para o libriano
- A balança da justiça: negociação e indecisão
- O Sol em queda: o rei que reina mas não governa
- O autossacrifício e o perigo de salvar o insalvável
- Quando a balança pesa pro próprio lado: vitimismo
- O Sol dispositado por Vênus: a vontade terceirizada
- Como lidar com o vitimismo libriano (e os limites)
- O maior veneno: a dificuldade de falar a verdade
- Sol em Libra nas 12 casas astrológicas
- O grande desafio do libriano (mensagem final)
Cada decisão pensada, calculada e recalculada três, quatro, cinco, seis vezes. Isso é o Sol em Libra, diz a aula na primeira frase. A indecisão é tão própria do signo que ela brinca com isso logo em seguida: há librianos que não sabem, na verdade, se são mesmo librianos.
A explicação passa pela condição do Sol nesse signo. Em Libra o Sol está em queda, e a imagem que a aula usa para isso resume o resto: é um rei que reina, mas não governa. Para chegar até ela, é preciso juntar o que é o Sol, o que é o ar e quem é a dona de Libra. No caminho aparecem a docilidade do libriano, o charme dele e a balança da justiça que muitas vezes pesa mais para o próprio lado do que para o lado do outro.
Libra, signo de ar cardinal: o conflito de identidade
O Sol já apareceu em outras aulas da série com estas qualidades: luminar diurno, quente e seco, governador do dia. É o rei, o princípio vital, a vontade autônoma das coisas, a autoridade, a capacidade de decidir individualmente. Guarde esta última: decidir sozinho é justamente o que vai faltar.
Os signos são territórios, ambientes. Existe no céu uma constelação de Libra, mas, em certo sentido, o signo é outra coisa: uma faixa, uma zona do caminho que o Sol percorre. E o território de Libra é de ar. O signo é cardinal (a aula também diz móvel), masculino e diurno, e aqui começa o problema.
O signo cardinal constrói uma identidade e quer mantê-la. O ar vai na direção contrária. Ele é quente e úmido: se expande por ser quente, e é úmido porque não cria uma forma, não tem forma própria. Assume a forma que os outros dão para ele.
É só você ver uma garrafa. Você enche a garrafa de água e começa a bebê-la. Aquela parte de onde a água vai saindo acaba virando o quê? Ar. O ar entra ali e assume a forma da garrafa. A garrafa completamente vazia está cheia de ar.
O ar, então, não mantém uma identidade sozinho: sempre precisa do ambiente externo para isso. Agora junte as peças. O cardinal quer identidade, o ar é ausência de identidade, e o Sol é justamente a identidade visível e marcante da pessoa, a natureza espontânea dela. O resultado é obviamente um conflito interno.
Inclusão e exclusão: Libra, o oposto de Áries
Quem é ariano e convive com um libriano, ou o contrário, vai entender bem esta parte. Libra é o signo oposto a Áries. Para formar a própria identidade, o ariano exclui o outro: é a força que se impõe. Em Libra acontece o ideal de inclusão.
Incluir, aqui, é colocar, adicionar, inserir mais perspectivas do que as que estão à vista, dar um jeito de fazer duas coisas contraditórias caberem dentro de uma. Daí vêm as ideias mirabolantes do libriano, o “não, mas a gente pode fazer isso e aquilo também”.
Áries e Libra formam, assim, o eixo da exclusão e da inclusão. O polo da exclusão é o determinante; o da inclusão, o determinável. Na maior parte das vezes, quem tem o Sol em Libra será o sujeito determinável, aquele que está sendo determinado pelo ambiente e pelas circunstâncias.
Por que o ambiente pesa tanto para quem tem Sol em Libra
Se quem determina é o ambiente, o ambiente em que o libriano convive se torna extremamente importante. Ele não convive bem em lugares desarmônicos, sobrecarregados de inveja, de fofoca, de calúnia, de difamação, de briga, em que as pessoas são intolerantes umas com as outras.
A aula separa essa tolerância daquela que se pratica hoje, quase absoluta. O mundo de hoje, nas palavras da aula, é plenamente libriano: quem diz “olha, eu não concordo, eu discordo” já é crucificado. Nesse mundo os arianos passam mal, e os librianos ficam mais soltos, porque ninguém pode rotular nada. Rotular é definir, como o rótulo que diz que a garrafa é de suco de uva e, por isso, não pode ser de laranja, de melancia ou de limão. E definir as coisas é excluir uma em função da outra.
Nos ambientes pessoais, onde isso não funciona, é diferente. Ali o libriano se sente desconfortável, contra a parede, e quase sempre não gosta de agir pressionado. Gosta de liberdade para escolher entre as opções, e muitas vezes, sinceramente, acaba escolhendo as duas. Daí o primeiro conselho para quem convive com alguém de Sol em Libra: não crie ambiente de pressão.
A balança da justiça: negociação e indecisão
O símbolo de Libra é a balança da justiça. Nela, o libriano está sempre equiparando um lado com o outro: o que é mais justo, o que é menos injusto, se as coisas estão ordenadas, se estão organizadas. Quem quer convencê-lo de algo precisa ser um bom negociador e trazer mais de uma perspectiva. Se você apresentar só o seu ponto de vista, ele não aceita: vai trazer o dele, ou o de outra pessoa.
Esse jogo dialético causa muitos problemas nas relações, e incompreensão entre as duas partes. A cena típica é a de uma decisão urgente.
Você está lidando com uma coisa séria, que precisa ser decidida para ontem. E o que ele vai pensar? Não, mas espera lá, a gente tem que ver isso aqui também. Ele vai acabar excluindo a decisão em função da análise.
O primeiro signo que olha para o outro
A mesma balança tem um lado bom. Libra é o primeiro signo mais humano, no sentido comum da palavra e não no técnico (Gêmeos também é um signo humano, mas a humanidade dele ainda é utilitária). É o primeiro que se preocupa com o outro, com a outra pessoa, que olha a situação dela.
Daí vem uma capacidade empática muito boa. Não é uma empatia intuitiva, de sentir o problema do outro, e sim uma empatia racional: você conta a situação, ele compreende o seu lado e ainda pode trazer um lado ou outro. Por isso quem tem o Sol em Libra pode ser um bom conselheiro.
O Sol em queda em Libra: o rei que reina, mas não governa
Até aqui o retrato tem virtudes e problemas, e os problemas têm uma causa técnica: em Libra, o Sol não está bem posicionado. Ele está em queda.
Para explicar a queda, a aula volta a Áries, o signo oposto, onde o Sol é exaltado: forte, poderoso, soberano. Ali o rei decreta por meio das forças armadas, por meio da guerra de Marte. Em Libra, o rei não emite mais decretos. Faz diplomacia.
Libra tem uma capacidade de espelhamento, e na Antiguidade o espelho era um dos símbolos tanto do signo quanto do planeta Vênus. O temperamento do signo é sanguíneo, e o modo de agir é o da ponderação, da harmonia, do encontro com o outro, da estética e da justiça. É nesse ambiente que o Sol está na sua queda.
É um rei que não emite decretos, mas é um rei que faz acordos. Diplomacia. Que busca equilíbrio, justiça social. A frase do final das monarquias europeias fala assim: o rei reina, mas não governa. É exatamente isso.
Esse rei não toma decisões, não pega as rédeas para fazer as coisas. Ele reina, e um pouco abaixo do reinado: nada de reinado exuberante.
Ficha técnica de Libra signo de ar, cardinal e masculino
- Domicílio (senhor do signo)
- Vênus
- Exaltação
- Saturno, com o ápice a 21°
- Exílio
- Marte
- Queda
- Sol
- Triplicidade (ar)
- Saturno de dia, Mercúrio de noite
- Termos
- Saturno 0° a 6° · Vênus 6° a 11° · Júpiter 11° a 19° · Mercúrio 19° a 24° · Marte 24° a 30°
- Faces
- Lua 0° a 10° · Saturno 10° a 20° · Júpiter 20° a 30°
- queda, no signo inteiro, com o ponto mais baixo a 19° -4
Calculado com as tabelas do Placidus: triplicidade de Ptolomeu, termos ptolomaicos, faces na ordem caldaica e a pontuação de William Lilly (domicílio +5, exaltação +4, triplicidade +3, termo +2, face +1, exílio −5, queda −4). O Sol não rege termos.
Em números, a ficha confirma a imagem. A queda vale −4 na pontuação de William Lilly e cobre o signo inteiro, com o ponto mais baixo a 19°, oposto ao ápice da exaltação em Áries. Nada compensa: a triplicidade do ar é de Saturno e de Mercúrio, as faces são da Lua, de Saturno e de Júpiter, e o Sol não rege termos. Em qualquer grau de Libra, o Sol soma −4. O signo é o domicílio de Vênus, a exaltação de Saturno e o exílio de Marte.
No meio de uma festa diplomática
A aula leva a imagem adiante. O Sol em Libra está no meio de uma festa diplomática, cercado de vários outros que ele também considera reis, cada um no seu império. E ele não faz nada.
A ação direta, que é o fogo solar, fica paralisada pela necessidade de pesar os dois lados, que é a ideia de justiça, que é o ar. O Sol quer ser o centro; Libra quer que o foco não seja o centro de nada, mas a relação em si. Entre os dois, a vitalidade do Sol se esvai na tentativa de manter um equilíbrio frágil, um equilíbrio que não existe.
Autossacrifício: o perigo de salvar o que não tem mais salvação
Dessa vitalidade que se gasta nasce, muitas vezes, um certo senso de sacrifício pessoal: “se eu não fizer isso por nós, ninguém fará; então eu preciso fazer”. Quem tem o Sol em Libra pensa assim no casamento, na amizade, no convívio do dia a dia e no trabalho.
O exemplo da aula vem do primeiro filme dos Vingadores. O Capitão América é um homem tipicamente libriano, preocupado com a relação entre ele e a equipe; o Homem de Ferro é ariano, totalmente independente. Numa das cenas, o Capitão diz que Tony Stark não é o tipo de cara que se deita no arame farpado para o amigo passar, e ouve: “não, eu seria o cara que cortaria o arame”. O libriano vê a capacidade de sacrificar a si mesmo pelo outro; o ariano vê a própria potencialidade e acaba com o arame. Esse é o grande dilema.
Por isso a aula pede cuidado com a vontade de salvar relacionamentos que já não podem ser salvos. Uma relação não se mantém só com o seu esforço pessoal; depende também do esforço do outro, e se o outro não faz a parte dele, não há por que se sacrificar por aquilo. A aula lembra que há estrelas fixas em Libra muito ligadas a essa necessidade de se sacrificar pelo outro, de quase se colocar como vítima em função dele. O resultado pode ser uma relação doentia.
Quando a balança pesa para o próprio lado
O Sol em Libra sente que reina no ambiente social. Quer pessoas em volta e que falem bem dele; quer falar bem delas, conviver, interagir, ter grupos para conversar. E é daqui que sai a balança que pesa demais para o eu, anunciada no começo da aula: ela pesa quando o libriano se enxerga como o centro da coisa.
A aula aponta a incongruência. O Sol é o centro do cosmos, o centro das coisas; Libra pensa no outro. A tendência geral do libriano é se colocar no centro de uma relação que tem dois polos, porque o Sol, ali, não está bem posicionado: está “meio desvairado”. Ele oscila entre fazer de tudo pelo outro e achar que, se não fazem as coisas para ele, está em déficit.
Os dois extremos são vícios. Fazer tudo pelo outro sem ter condições é prejudicial: se você tem condições, faça; se não tem, assuma, e entenda que a relação não se constrói com uma pessoa só, mas com duas pessoas juntas. O outro vício é o vitimismo: o libriano se coloca como vítima existencial das relações sociais que ele mesmo procurou e desenvolveu.
Vênus, a dispositora: a vontade terceirizada
A aula então olha para quem manda em Libra. O senhor de um signo é o dispositor de todo planeta que está nele, e o senhor de Libra é Vênus. O Sol em Libra está, portanto, dispositado por Vênus.
Toda a vontade de ser do indivíduo, toda a vontade central da sua personalidade, do seu caráter, está terceirizada, a serviço da estética geral de deixar as coisas bonitas, do conforto e da aprovação alheia.
É alguém com o instinto de sentir que o eu serve somente aos outros, e com extrema dificuldade de buscar solitude, de viver um pouco de solidão pessoal. Quando tenta, quase sempre é na base do vitimismo: “tá vendo? Eu fiz tanto por aquela pessoa, e aquela pessoa não fez nada por mim”.
Como lidar com o vitimismo de quem tem Sol em Libra
A aula começa pelo que não fazer. Primeiro: não entre na competição; ceda um pouco de espaço para a pessoa. Segundo: não jogue nada na cara do libriano. Responder “olha aqui, eu fiz isso, isso e isso por você” não adianta, porque ele transforma o bem-estar pessoal no bem-estar da relação, uma coisa na outra.
A aula fala tanto dos defeitos por um motivo simples: o Sol está em queda e não fica bem em Libra. Marte também não fica: no signo de Vênus, ele está em exílio. São duas dificuldades no mesmo território.
Há ainda o caso em que a pessoa entrou num looping de vitimismo e se considera injustiçada por tudo e por todos. O libriano faz muito pelo outro, mas fecha os olhos para o que fizeram por ele: tira da cabeça, deleta da memória e só lembra do que ele mesmo fez. Nesse caso, a saída é tocar no que é o pior para ele, que é romper o laço, romper a relação. Para quem tem o Sol em Libra, o mais importante é a conexão com as pessoas, a diplomacia.
Um país, antes de entrar em guerra com outro, o que ele faz? Ele retira os diplomatas, ele retira o corpo diplomático do país. Do tipo: não tem mais conversa aqui. Ou você para de fazer isso aí, ou a gente entra em guerra.
Você vai ter que botar um limite na coisa, e a razão volta ao ar: o ar não se limita sozinho, é limitado pelas circunstâncias.
A maior dificuldade: falar a verdade
Saindo da “conversa de boteco”, como diz a aula, e aprofundando um pouco, a questão é esta: no Sol em Libra, a vontade está corrompida pelo desejo de ser amado e de ficar bem na foto. E muitas vezes o libriano pode ter uma dificuldade gigantesca de dizer a verdade nua e crua.
É também por isso que Libra não se dá bem com Câncer. O canceriano reconhece que, para cuidar da própria tribo, vai precisar desagradar os outros: para ele existem os próximos e existem os estranhos. Para Libra existem só os outros, sejam os próximos, os estranhos ou o sujeito que ele viu no Instagram, sem categorias de família ou de gente de fora. Existem o bem e o mal, o justo e o injusto. Quando o canceriano diz que está protegendo o que é nosso, o libriano devolve: “mas como assim, nosso? Somos todos uma grande família”.
Falar a verdade, falar o que é certo, muitas vezes magoa, e o libriano não quer viver esse drama. Daí a enorme indecisão do começo deste texto: cada decisão é pensada, calculada e recalculada várias vezes, porque ele precisa ter certeza de que ela não vai deixar nenhuma ponta solta.
O charme e a fidelidade
Há ainda o charme. Homens e mulheres com o Sol em Libra tendem a ter um charme sedutor, atraente, magnético, que chama as pessoas para perto, porque elas se sentem bem ao lado deles, confortáveis para serem quem são. É por causa desse charme que a aula faz o alerta, sem rodeio.
Não é porque você tem habilidades sociais e diplomáticas fáceis que você tem que ser infiel a quem você prometeu fidelidade.
Um posicionamento solar, ressalva a aula, não diz o caráter de ninguém: o caráter se constrói por meio das escolhas. Mas a influência é muito forte. Sem perceber, a pessoa vai abrindo uma brechinha para um, uma brechinha para outro, e quando vê abandonou aquele a quem prometeu fidelidade, respeito e confiança.
As maiores dificuldades do libriano estão aí: falar a verdade, ser fiel, honrar compromissos. Em compensação, são pessoas muito pacíficas, diplomáticas, grandes negociadoras, que sabem cuidar de quem está ao redor.
Sol em Libra nas 12 casas
A aula passa pelas doze casas depressa, com uma ou duas ideias em cada uma.
Casa 1
A casa 1 é a vitalidade, o eu. Com o Sol em Libra aqui, a pessoa fica bem de saúde a depender do ambiente. Na leitura da aula, o ambiente dita a saúde dela, e as brigas adoecem o corpo.
Casa 2
A casa do dinheiro. Com o Sol em Libra na casa 2, o dinheiro é gerado por sociedade, moda, leis, artes e mediação. No direito, é a pessoa que quer ser juiz de conciliação, mediar conflitos, advogar.
Casa 3
Comunicação e irmãos. A comunicação é aveludada, diplomática e polida, e existe um certo pavor de ser grosseiro, ou de parecer grosseiro.
Casa 4
A casa 4 representa o lar e as raízes. Aqui aparecem a noção de beleza arquitetônica da casa e o cuidado com a organização dela. A relação com o pai se faz por meio da diplomacia, da boa conversa.
Casa 5
Os prazeres são altamente refinados: exposições de arte, jantares elegantes, romances de cinema, coisas tradicionais. A pessoa gosta de viver os momentos de diversão em conjunto. A aula chega a dizer que ela não consegue se divertir sozinha e logo corrige o exagero: consegue, mas desfruta melhor quando faz aquilo com os outros.
Casa 6
Doenças e rotina. Rotinas muito brutas e pesadas não são para quem tem o Sol em Libra na casa 6, nem ambientes de trabalho feios e competitivos. O que funciona é um ambiente em que se trabalha colaborando. Mesmo um trabalho braçal, bruto, duro, como o de servente, vai bem se a pessoa está ajudando alguém. Enfermeiras também se dão bem com esse Sol na casa 6.
Casa 7
Na casa 7, a vida da pessoa gira em torno do casamento e das sociedades. Ela vive em função das relações que cria, com uma vida social extremamente agitada. É aqui que entra uma história de atendimento.
Já atendi uma pessoa com seis planetas em Libra. Não preciso nem dizer que a conversa durou mais de três horas, porque ali era como se fosse o ambiente dela de casa, de conversa. Ela explicava mais, e vinha e trazia mais coisa em cima.
Era uma conversa que parecia que não ia acabar nunca.
Casa 8
A casa da morte, das heranças e das crises de vida. O maior medo, o pavor, o pânico de quem tem o Sol em Libra na casa 8 é ser abandonado, ficar sozinho. E os momentos-chave da vida, em que a pessoa precisa decidir algo por si mesma, costumam gerar essas crises, que na leitura da aula vêm com desânimo, ansiedade e até depressão.
Casa 9
Religião, fé e viagens, numa casa cadente benéfica. Aqui a religião é focada na ética, na justiça e na beleza dos ritos, e o conselho da aula é direto: “você, meu amigo católico, Sol em Libra na nove, para de frequentar missa feia”. Missa malfeita, com música ruim, sacrilégios e abusos, não serve (o mesmo vale para o Sol em Touro). A quem chega em crise de fé, a pergunta é como é a liturgia do lugar que a pessoa frequenta, seja ela católica, ortodoxa, muçulmana ou protestante. Na falta disso, pelo menos o ambiente social do lugar precisa ser muito movimentado, com pessoas que ela conhece bem e de quem gosta. A fé não tem que se basear nisso, ressalva a aula, mas o ideal é que o resto se organize em função disso.
Casa 10
Carreira e glória. A autoridade é conquistada não pela força, mas pelo consenso, pelas alianças, pelo charme. A pessoa escala o poder por meio da conversa, do diálogo, da capacidade de falar, da oratória.
Casa 11
Amigos, esperanças, presentes que vêm do céu. Com o Sol em queda aqui, a aula avisa: você não vai ser a pessoa escolhida para receber muitos presentes na vida, mas vai ter a oportunidade de ser quem dá esses presentes. A vida social é intensa, as amizades são um lugar onde a pessoa gosta de ficar e de conviver, e quase sempre ela constrói os planos de vida pensando também no outro: seria bom fazer isso e estar com fulano, com o filho, a filha, o marido, a mãe, o pai, o irmão, o cachorro.
Casa 12
Isolamento e inimigos ocultos. Aqui a pessoa tem um revertério: ela se esgota socialmente e se isola por causa desse esgotamento. Na aula, é um Sol mais difícil. Em compensação, a pessoa tem um certo tino para perceber falsidades no ambiente, gente sendo falsa com ela ou com os outros. Não gosta disso: prefere relações construídas na base da transparência, sem coisinhas ocultas, escondidas por trás, e gente com intenções claras, bem definidas.
O grande desafio de quem tem Sol em Libra
A aula fecha voltando ao começo. O Sol é a grande vontade do ser humano, a vontade que governa e rege os instintos. Em Libra essa vontade está em queda, fraca. Isso não é o fim do mundo: é só constatar que os desejos da pessoa não têm sustentação própria. Quando a pessoa fala o tempo todo dos próprios desejos, das coisas que quer fazer, vale ter isso em mente: muitos não têm sustentação forte, e às vezes vêm de outra pessoa.
O grande desafio, então, é aprender que muitas vezes o conflito, a briga, é necessário numa relação. Ninguém precisa viver de brigas, e as relações precisam mesmo de harmonia. Mas algumas brigas são necessárias para que cada um se posicione e se defina. A casa 1 é o eu; a casa 7 é o cônjuge, o casamento e também os inimigos declarados. O cônjuge não vai ser um inimigo, mas há ali uma expectativa parecida: a de alguém que se posiciona, um eu que você não está refletindo. Você não está namorando um espelho.
Daí o conselho de fugir do mito de Narciso, o de achar que as pessoas têm que ser como você, e aprender a aceitar que cada um tem o seu modo de ser. Ser um mestre nas relações não é buscar um espelho de si em cada pessoa, e sim conseguir driblar as dificuldades em função do outro e de si mesmo.
Você não é boi de piranha para se sacrificar completamente em função de um outro que não está nem aí para você. Então aprenda a deixar as coisas morrerem, deixar os relacionamentos acabarem. Não queira ser o salvador da pátria.
Em vez disso, seja o espelho do que você tem de melhor para o outro, e deixe que o outro viva como ele quer. A aula termina com São Paulo: julgai tudo, retende o que é bom.
O próximo signo da série é o Sol em Escorpião, que esta aula anuncia como o signo mais temido de todo o zodíaco. O anterior é o Sol em Virgem. O oposto de Libra é o Sol em Áries, o signo da exaltação do Sol, onde o rei decreta. A série inteira está em Sol nos signos.
Datas do Sol em Libra
Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Libra sempre entre 22 e 23 de setembro e saiu entre 22 e 24 de outubro, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro porque o ano do calendário não tem a mesma duração do caminho do Sol, e o calendário compensa a diferença com os anos bissextos.
Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora: no mesmo dia, uma criança pode nascer com o Sol no fim do signo anterior e outra, poucas horas depois, com o Sol em Libra. A tabela abaixo dá o minuto da entrada em cada ano. Para saber o grau exato do seu Sol, com o fuso e o horário de verão da cidade onde você nasceu, o Placidus calcula o mapa inteiro.
Ver a entrada e a saída do Sol em Libra ano a ano (1930–2035)
| Ano | Entrada | Saída |
|---|---|---|
| 1930 | 23/09/1930, 15h36 | 24/10/1930, 00h26 |
| 1931 | 23/09/1931, 21h23 | 24/10/1931, 07h15 |
| 1932 | 23/09/1932, 03h16 | 23/10/1932, 13h04 |
| 1933 | 23/09/1933, 09h01 | 23/10/1933, 17h48 |
| 1934 | 23/09/1934, 14h45 | 23/10/1934, 23h36 |
| 1935 | 23/09/1935, 20h38 | 24/10/1935, 05h29 |
| 1936 | 23/09/1936, 02h26 | 23/10/1936, 11h18 |
| 1937 | 23/09/1937, 08h13 | 23/10/1937, 17h06 |
| 1938 | 23/09/1938, 13h59 | 23/10/1938, 22h54 |
| 1939 | 23/09/1939, 19h49 | 24/10/1939, 04h46 |
| 1940 | 23/09/1940, 01h46 | 23/10/1940, 10h39 |
| 1941 | 23/09/1941, 07h33 | 23/10/1941, 16h27 |
| 1942 | 23/09/1942, 13h16 | 23/10/1942, 22h15 |
| 1943 | 23/09/1943, 19h12 | 24/10/1943, 04h08 |
| 1944 | 23/09/1944, 01h02 | 23/10/1944, 09h56 |
| 1945 | 23/09/1945, 06h50 | 23/10/1945, 15h44 |
| 1946 | 23/09/1946, 12h41 | 23/10/1946, 21h35 |
| 1947 | 23/09/1947, 18h29 | 24/10/1947, 03h26 |
| 1948 | 23/09/1948, 00h22 | 23/10/1948, 09h18 |
| 1949 | 23/09/1949, 06h06 | 23/10/1949, 15h03 |
| 1950 | 23/09/1950, 11h44 | 23/10/1950, 20h45 |
| 1951 | 23/09/1951, 17h37 | 24/10/1951, 02h36 |
| 1952 | 22/09/1952, 23h24 | 23/10/1952, 08h22 |
| 1953 | 23/09/1953, 05h06 | 23/10/1953, 14h06 |
| 1954 | 23/09/1954, 10h55 | 23/10/1954, 19h56 |
| 1955 | 23/09/1955, 16h41 | 24/10/1955, 01h43 |
| 1956 | 22/09/1956, 22h35 | 23/10/1956, 07h34 |
| 1957 | 23/09/1957, 04h26 | 23/10/1957, 13h24 |
| 1958 | 23/09/1958, 10h09 | 23/10/1958, 19h11 |
| 1959 | 23/09/1959, 16h08 | 24/10/1959, 01h11 |
| 1960 | 22/09/1960, 21h59 | 23/10/1960, 07h02 |
| 1961 | 23/09/1961, 03h42 | 23/10/1961, 12h47 |
| 1962 | 23/09/1962, 09h35 | 23/10/1962, 18h40 |
| 1963 | 23/09/1963, 15h23 | 24/10/1963, 01h29 |
| 1964 | 22/09/1964, 21h17 | 23/10/1964, 06h21 |
| 1965 | 23/09/1965, 03h06 | 23/10/1965, 12h10 |
| 1966 | 23/09/1966, 08h43 | 23/10/1966, 17h51 |
| 1967 | 23/09/1967, 14h38 | 23/10/1967, 23h44 |
| 1968 | 22/09/1968, 20h26 | 23/10/1968, 05h30 |
| 1969 | 23/09/1969, 02h07 | 23/10/1969, 11h11 |
| 1970 | 23/09/1970, 07h59 | 23/10/1970, 17h04 |
| 1971 | 23/09/1971, 13h45 | 23/10/1971, 22h53 |
| 1972 | 22/09/1972, 19h33 | 23/10/1972, 04h41 |
| 1973 | 23/09/1973, 01h21 | 23/10/1973, 10h30 |
| 1974 | 23/09/1974, 06h58 | 23/10/1974, 16h11 |
| 1975 | 23/09/1975, 12h55 | 23/10/1975, 22h06 |
| 1976 | 22/09/1976, 18h48 | 23/10/1976, 03h58 |
| 1977 | 23/09/1977, 00h29 | 23/10/1977, 09h41 |
| 1978 | 23/09/1978, 06h25 | 23/10/1978, 15h37 |
| 1979 | 23/09/1979, 12h16 | 23/10/1979, 21h28 |
| 1980 | 22/09/1980, 18h09 | 23/10/1980, 03h18 |
| 1981 | 23/09/1981, 00h05 | 23/10/1981, 09h13 |
| 1982 | 23/09/1982, 05h46 | 23/10/1982, 14h58 |
| 1983 | 23/09/1983, 11h42 | 23/10/1983, 20h54 |
| 1984 | 22/09/1984, 17h33 | 23/10/1984, 02h46 |
| 1985 | 22/09/1985, 23h07 | 23/10/1985, 08h22 |
| 1986 | 23/09/1986, 04h59 | 23/10/1986, 14h14 |
| 1987 | 23/09/1987, 10h45 | 23/10/1987, 20h01 |
| 1988 | 22/09/1988, 16h29 | 23/10/1988, 02h44 |
| 1989 | 22/09/1989, 22h20 | 23/10/1989, 08h35 |
| 1990 | 23/09/1990, 03h55 | 23/10/1990, 14h14 |
| 1991 | 23/09/1991, 09h48 | 23/10/1991, 20h05 |
| 1992 | 22/09/1992, 15h43 | 23/10/1992, 00h57 |
| 1993 | 22/09/1993, 21h22 | 23/10/1993, 07h37 |
| 1994 | 23/09/1994, 03h19 | 23/10/1994, 13h36 |
| 1995 | 23/09/1995, 09h13 | 23/10/1995, 19h32 |
| 1996 | 22/09/1996, 15h00 | 23/10/1996, 01h19 |
| 1997 | 22/09/1997, 20h56 | 23/10/1997, 07h15 |
| 1998 | 23/09/1998, 02h37 | 23/10/1998, 12h59 |
| 1999 | 23/09/1999, 08h32 | 23/10/1999, 18h52 |
| 2000 | 22/09/2000, 14h28 | 23/10/2000, 00h47 |
| 2001 | 22/09/2001, 20h04 | 23/10/2001, 06h26 |
| 2002 | 23/09/2002, 01h55 | 23/10/2002, 11h18 |
| 2003 | 23/09/2003, 07h47 | 23/10/2003, 18h08 |
| 2004 | 22/09/2004, 13h30 | 22/10/2004, 22h49 |
| 2005 | 22/09/2005, 19h23 | 23/10/2005, 05h42 |
| 2006 | 23/09/2006, 01h03 | 23/10/2006, 10h26 |
| 2007 | 23/09/2007, 06h51 | 23/10/2007, 17h15 |
| 2008 | 22/09/2008, 12h44 | 22/10/2008, 23h09 |
| 2009 | 22/09/2009, 18h19 | 23/10/2009, 04h43 |
| 2010 | 23/09/2010, 00h09 | 23/10/2010, 10h35 |
| 2011 | 23/09/2011, 06h05 | 23/10/2011, 16h30 |
| 2012 | 22/09/2012, 11h49 | 22/10/2012, 22h14 |
| 2013 | 22/09/2013, 17h44 | 23/10/2013, 04h10 |
| 2014 | 22/09/2014, 23h29 | 23/10/2014, 09h57 |
| 2015 | 23/09/2015, 05h21 | 23/10/2015, 15h47 |
| 2016 | 22/09/2016, 11h21 | 22/10/2016, 21h46 |
| 2017 | 22/09/2017, 17h02 | 23/10/2017, 03h27 |
| 2018 | 22/09/2018, 22h54 | 23/10/2018, 08h22 |
| 2019 | 23/09/2019, 04h50 | 23/10/2019, 14h20 |
| 2020 | 22/09/2020, 10h31 | 22/10/2020, 20h00 |
| 2021 | 22/09/2021, 16h21 | 23/10/2021, 01h51 |
| 2022 | 22/09/2022, 22h04 | 23/10/2022, 07h36 |
| 2023 | 23/09/2023, 03h50 | 23/10/2023, 13h21 |
| 2024 | 22/09/2024, 09h44 | 22/10/2024, 19h15 |
| 2025 | 22/09/2025, 15h19 | 23/10/2025, 00h51 |
| 2026 | 22/09/2026, 21h05 | 23/10/2026, 06h38 |
| 2027 | 23/09/2027, 03h02 | 23/10/2027, 12h33 |
| 2028 | 22/09/2028, 08h45 | 22/10/2028, 18h13 |
| 2029 | 22/09/2029, 14h39 | 23/10/2029, 00h08 |
| 2030 | 22/09/2030, 20h27 | 23/10/2030, 06h01 |
| 2031 | 23/09/2031, 02h15 | 23/10/2031, 11h49 |
| 2032 | 22/09/2032, 08h11 | 22/10/2032, 17h46 |
| 2033 | 22/09/2033, 13h52 | 22/10/2033, 23h28 |
| 2034 | 22/09/2034, 19h40 | 23/10/2034, 05h16 |
| 2035 | 23/09/2035, 01h39 | 23/10/2035, 11h16 |
Cálculo do motor do Placidus (efeméride DE440 da NASA, zodíaco tropical), no horário civil de Brasília de cada época, com o horário de verão quando havia.
Perguntas frequentes
O Sol está em queda em Libra?
Sim. Na astrologia tradicional, Libra é o signo da queda do Sol, o oposto de Áries, onde ele se exalta. Em Áries o rei decreta pela força das armas; em Libra ele não emite decretos, faz acordos e diplomacia. É um rei que reina, mas não governa: a ação direta do Sol fica paralisada pela necessidade de pesar os dois lados.
O que significa ter o Sol em queda?
Significa que a vontade, que é o que o Sol representa, está fraca. O Sol só tem queda num signo, Libra. Isso não é o fim do mundo: é constatar que os desejos da pessoa não têm sustentação própria e às vezes vêm de outra pessoa. No Sol em Libra, o centro da personalidade fica terceirizado, a serviço da estética, do conforto e da aprovação dos outros.
Quem rege o Sol em Libra?
O senhor de Libra é Vênus, e por isso ela é o dispositor de um Sol em Libra. Com isso, a vontade central da pessoa fica terceirizada: passa a servir à estética, ao conforto e à aprovação alheia. Libra também é o signo onde Marte fica em exílio: são duas dificuldades no mesmo território.
Por que quem tem Sol em Libra é indeciso?
Porque a balança de Libra compara sempre um lado com o outro e quer incluir mais uma perspectiva. Diante de algo que precisa ser decidido para ontem, o libriano ainda quer ver outra opção e acaba excluindo a decisão em função da análise. Ele também evita a verdade que magoa, e cada decisão é recalculada várias vezes para não deixar nenhuma ponta solta.
Como lidar com alguém que tem Sol em Libra?
Não crie ambiente de pressão e apresente mais de uma perspectiva, porque só o seu ponto de vista ele não aceita. Quando ele se fizer de vítima, não entre na competição e não jogue na cara o que você fez por ele. Se o vitimismo virar um ciclo, a saída é pôr um limite claro, como o país que retira os diplomatas antes da guerra.
Quando o Sol está em Libra?
O Sol entra em Libra entre 22 e 23 de setembro e sai entre 22 e 24 de outubro, no horário de Brasília, conforme o ano. Em 2026, a entrada foi em 22 de setembro, às 21h05, e a saída é em 23 de outubro, às 6h38. A tabela completa, de 1930 a 2035, está na seção de datas deste artigo.
Este texto é a versão escrita da aula “SOL EM LIBRA: o guia COMPLETO sobre o libriano de verdade”, de Yuri dos Anjos, publicada no YouTube. A equipe do Placidus organizou o conteúdo da aula em artigo. As datas e as tabelas de dignidade são calculadas pelo motor do Placidus.
Astrólogo
Astrólogo dedicado à astrologia tradicional. As regras de cálculo do Placidus seguem o método dele.