Em poucas linhas
- Leão é o domicílio do Sol. Na imagem da aula, é o rei dentro do castelo, no trono: o Sol é o seu próprio dispositor e não responde a nenhum outro planeta.
- Leão é fogo fixo, no auge do verão: o fogo que se espalha e aquece, como a lareira em volta da qual as pessoas se sentam num dia frio.
- A autoridade do leonino não se anuncia, se conquista. Quando ele a usa para ganhar benefícios e reconhecimento, perde a majestade.
- Para conviver com quem tem Sol em Leão: não mande, não exija, não provoque. Reconheça a qualidade dele, sem bajulação.
- A melhor disposição desse Sol é a magnanimidade, a alma grande; a debilidade moral é a soberba. A corrupção do ótimo é o péssimo.
- Das 144 posições possíveis do Sol, a aula aponta como a melhor o Sol em Leão na casa 9, a casa de júbilo do Sol.
Assista à aula completa Yuri dos Anjos no YouTube · 36 min · publicada em 12/06/2026
Arrogante ou carismático? Quem tem o Sol em Leão costuma ouvir as duas coisas. A aula em que este texto se baseia começa por aí: é o dia dos reis, dos dominadores, de quem conquista o ambiente com uma presença cativadora, carismática, e também de quem pode virar tirano. As duas versões são do mesmo leonino, e a aula explica de onde sai cada uma.
Leão é o signo em que o Sol está em casa, o rei no próprio castelo. Quase tudo o que a aula diz do leonino sai dessa posição: a autoridade que ele sente ter sem precisar provar, a ferocidade quando é provocado, a grandeza de alma e a soberba. Sai daí também o jeito certo de conviver com ele, que a aula resume numa frase: não mande, não exija, não provoque.
O Sol, o rei que governa sem tirania
O Sol é o astro rei, o que doa a sua luz a todos os outros, o princípio vital do cosmos: sem ele não há vida. Representa a nobreza, a autoridade, a realeza. É o luminar maior (a Lua é o menor), um planeta de natureza diurna, muito claro, muito evidente. O dia começa e termina com ele.
E ele governa sem tirania, por meio convidativo. A imagem da aula é a da manhã: quando o Sol desponta na janela, a pessoa se sente chamada a levantar, porque a luz iluminou o quarto e o dia começou. No fim da tarde, quando ele se põe e vai esmaecendo, chega a hora de voltar para casa, para o ambiente doméstico e seguro. Por isso o Sol, mesmo governando só o dia, governa também a noite, de forma indireta: pela própria ausência.
Leão, o fogo que se espalha e aquece
Leão é um signo de fogo, e o fogo tem a capacidade de separar as partes, invadir outros lugares e se expandir sem perder a própria integridade. A imagem própria do signo é o incêndio que se alastra.
Leão também é fixo, sólido, e todo signo fixo manifesta a essência e a bondade próprias do seu elemento. No fogo, o espalhamento é poder e destruição, mas também aquecimento e bondade: a lareira que fica queimando continuamente e aquece todos à sua volta, ou o farol. A aula vai buscar os faróis de Gondor, em O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que vão se acendendo um depois do outro para pedir ajuda a Rohan, até que a chama vira esperança para Gondor. É o fogo que se espalha e traz renovação, luz e esperança.
Leão fica no meio do verão. Câncer abre a estação; em Leão o verão se estabiliza e permanece no auge do calor. Nas idades da vida humana, Câncer é a infância do verão, Leão é a juventude e a vida adulta, e Virgem, o signo seguinte, é a terceira idade.
Sol em Leão: o rei no próprio trono
Agora junte as duas peças. O que a aula diz de Leão (fogo, nobreza, espalhamento, autoridade, poder e também destruição) é parecido com o que diz do Sol. As naturezas combinam, e o Sol fica no seu ambiente mais confortável, mais agradável, mais ajustado. Leão é o domicílio do Sol: o signo de que ele é o dono.
É o rei dentro do seu castelo, no seu trono, governando a tudo e a todos dentro da sua cátedra. Então você vai ter no Sol a expressão máxima natural, extremamente estável, livre de subordinações.
Livre de subordinações quer dizer que, ali, o Sol não responde a ninguém. Todo planeta responde ao senhor do signo onde está, o seu dispositor: em Áries o Sol responde a Marte, em Gêmeos a Mercúrio, em Câncer à Lua. Em Leão, o senhor do signo é o próprio Sol. Ele é o seu próprio dispositor, não deve obediência a nenhum outro planeta e dita as próprias regras.
A consequência é que quem quer entender com clareza o simbolismo do Sol deve observar os bons comportamentos de um leonino: ele expressa a bondade solar por essência, sem interferências nem ruídos. Isso desde que o resto do mapa não atrapalhe. Outro planeta em Aquário, outro planeta fazendo uma quadratura ou o Sol numa casa fraca para se manifestar já mudam essa expressão.
Ficha técnica de Leão signo de fogo, fixo e masculino
- Domicílio (senhor do signo)
- Sol
- Exaltação
- nenhum planeta
- Exílio
- Saturno
- Queda
- nenhum planeta
- Triplicidade (fogo)
- Sol de dia, Júpiter de noite
- Termos
- Saturno 0° a 6° · Mercúrio 6° a 13° · Vênus 13° a 19° · Júpiter 19° a 25° · Marte 25° a 30°
- Faces
- Saturno 0° a 10° · Júpiter 10° a 20° · Marte 20° a 30°
- domicílio, no signo inteiro +5
- triplicidade, em mapa diurno +3
Calculado com as tabelas do Placidus: triplicidade de Ptolomeu, termos ptolomaicos, faces na ordem caldaica e a pontuação de William Lilly (domicílio +5, exaltação +4, triplicidade +3, termo +2, face +1, exílio −5, queda −4). O Sol não rege termos.
Em números, a ficha confirma o rei no trono. O Sol em Leão soma o domicílio (+5) e, num mapa diurno, a triplicidade do fogo (+3): 8 pontos, o mesmo total do melhor caso do Sol em Áries, o signo da exaltação dele. Num mapa noturno a triplicidade do fogo passa a Júpiter, e o Sol fica com os 5 pontos do domicílio. O Sol não tem face nem termo em Leão. E Leão não é exaltação de nenhum planeta; é o exílio de Saturno.
A autoridade não se anuncia, se conquista
Se o Sol em Leão já está no trono, o leonino precisa que os outros o reconheçam? A pergunta veio numa consulta, de uma moça com o Ascendente em Leão. O Ascendente mostra o que a pessoa quer, e o que ela queria era liderar, ser vista como autoridade em algo. Para isso, as pessoas precisavam reconhecê-la?
Eu falei: não precisa. Sabe por quê? Porque o leonino já se sente reconhecido naturalmente, espontaneamente. Ele já se sente um rei em seu trono. A única coisa que ele precisa fazer é espalhar essa realeza nos meios em que se encontra. Vão ter pessoas que não vão gostar, mas o problema é delas.
Aqui volta a lareira. Num dia muito frio as pessoas se sentam em volta dela para se aquecer, e é assim que procuram o leonino: para receber a vitalidade que ele tem. O perigo está no que ele faz com isso. Se usa essa presença para obter benefícios (e querer benefícios é uma forma de querer reconhecimento pessoal), é punido: perde a autoridade.
A autoridade não se convence, a autoridade se conquista. As pessoas olham e falam: caramba, isso é uma autoridade, eu devo realmente seguir esse cara.
Se o leonino precisa anunciar que é isso ou aquilo, não tem autoridade nenhuma. A autoridade real chega de forma natural e espontânea, quando alguém olha para ele e conclui sozinho que aquele é o melhor no que está fazendo. É essa a liberdade que o Sol tem dentro do signo de Leão.
Um signo feroz: por que não provocar o leonino
Leão também é conhecido como signo feroz e bestial: apesar da nobreza, é representado por um animal selvagem. A ação do leonino é afirmativa e duradoura e, quando ele é provocado, letal. Não tem volta. Daí o primeiro conselho da aula para quem convive com ele: não provoque. E, se você está numa competição com um leonino ou é de fato muito melhor do que ele naquilo, o caráter de nobreza do rei vai reconhecer isso.
O rei sábio que ouve os conselheiros
Um rei sentado na sua cátedra não toma a frente do campo de batalha dizendo que é o melhor e que vai comandar os exércitos como quiser. Ele ouve o seu general. É a figura do rei sábio de Platão, que se cerca de sábios e sabe seguir os conselhos deles. Para o leonino, o conselho é não desprezar a sabedoria de quem está ao seu lado só porque sente, de forma natural, que nasceu para liderar: os dons dos outros complementam a sua natureza e a sua liderança. Um rei que tivesse de estar no campo de batalha e, ao mesmo tempo, na lavoura não teria tempo para reinar.
O exemplo máximo, para a aula, é Salomão. Não por ser leonino (a aula avisa que nem sabe se existe informação sobre o mapa dele), mas por ser o símbolo do rei que, quando precisava decidir, decidia de forma justa, sem ser impiedoso nem autoritário. Tinha consciência plena da própria posição na hierarquia e, quando precisava ouvir os outros, ouvia. É dali que vem a sabedoria de Salomão.
E volta o aviso: se você provocar um leonino, aguente depois, porque, quando ele devolve, você sofre. A imagem é a de dois bandos de leões disputando território. Não é a caçada: é uma briga muito feia, com as hienas à espreita para se aproveitar dos que caem. E costumam cair muitos.
O leão que não caça e o bando que ele procura
O leão não caça. Não é preguiça: ele caça quando tem necessidade, quando ainda não tem liderados, quando a sua autoridade ainda não foi reconhecida. É a resposta para o leonino que não enxerga autoridade nenhuma em si: conquiste. Até lá, vai trabalhar duro e fazer o trabalho sujo, como faz o leão sozinho, sem bando.
O leão também é territorialista, e não só o urso lembrado no Sol em Câncer. Mas o território do leonino não nasce de afinidade familiar, de proximidade física ou de laço biológico; nasce de afinidades espirituais. Ele sempre procura o seu bando, pessoas com os mesmos interesses, as mesmas capacidades, qualidades parecidas, e procura esse bando para ser o líder dele.
O bom líder garante ao bando um território, segurança e unidade. Tudo gira em torno do leão macho: as crias, as leoas, o território de caça, o território de descanso. Por isso a aula é direta com quem tem esse Sol: você nasceu para uma certa liderança.
Como conviver com quem tem Sol em Leão
O segundo conselho para quem convive com leoninos vem de casa.
Meu filho mais velho é leonino. Está praticamente com o Sol nos últimos graus do signo de Leão, que é um pouco ruim, mas ainda é leonino. E quando eu quero que ele faça uma coisa e ele não quer fazer, eu vou fazer com ele.
O exemplo é o desfralde. Se o pai diz “filho, vai ao banheiro”, ele não vai. Se diz “vamos ao banheiro”, ele vai, porque quer fazer junto, e ainda se apronta logo e quer ser o primeiro. Depois, o pai o conduz pelo resto: dar descarga, lavar a mão.
A mesma fase mostrou outro traço: o leonino tende a ter uma certa timidez com o que, para ele, pode ser constrangedor. Uma das coisas que pegaram no desfralde foi a hora de fazer cocô, que envergonhava muito o menino. Os terapeutas que ajudam nessa fase costumam usar musiquinhas e brincadeiras; a família fazia isso, e ele ficava muito sério, se escondia. Um deles resumiu: ele leva isso muito a sério. Quem convive com um leonino vai perceber assuntos assim, sérios a ponto de não se poder brincar com eles. Pode ser a sexualidade, o trabalho, um vexame que ele passou na vida, a relação com a família. Depende da pessoa e da posição do Sol, mas tudo desemboca na mesma seriedade.
Daí a regra para pedir alguma coisa a um leonino: não mande, não exija, não provoque. A aula fala principalmente com a mulher que tem marido leonino: nada de ameaçar que, se ele não fizer tal coisa, não vai ter a noite mágica de hoje.
Encha o ego dele lá em cima: “Amor, você dá conta, eu sei disso, você é o melhor que tem para resolver esse problema.” Mudou a perspectiva. Coloque ele no trono dele. Não faça competição, não crie rivalidade, não provoque, mas reconheça a qualidade.
Com um detalhe: não pode ser falsidade. Se for bajulação, o leonino percebe; o reconhecimento tem de ser espontâneo e natural. Quando o filho precisa arrumar os brinquedos que bagunçou, o pai pede que ele vá lá, arrume e ajude o papai, porque vai ser muito bom, ele vai fazer uma coisa muito boa. E o menino vai e arruma, com bastante prestatividade.
A vontade que dirige a si mesma
Depois do comportamento, a aula desce à mecânica do mapa. O Sol em Leão é o seu próprio dispositor e não depende de Mercúrio, de Vênus, da Lua, de Marte nem de quem quer que seja. Depende apenas de si mesmo.
Na visão da alma, o Sol é a vontade, o apetite intelectivo: existe uma coisa boa e eu a quero. No próprio domicílio, essa vontade não fica escravizada pelo medo, que seria a estimativa, aquele cálculo de que as coisas podem dar errado. Também não fica dominada pelos prazeres carnais, o concupiscível: a visão de quem quer uma coisa, mas acha o caminho para consegui-la tão desagradável, tão árduo, tão difícil que desanima. A vontade dirige a si mesma e foca no valor moral, no propósito, em ideais elevados.
É aí que mora o cuidado para o leonino: não dar justificativas nobres para coisas que ele quer e que objetivamente são ruins. A vontade precisa da direção da inteligência, que diz o que é certo e o que é errado a partir da formação religiosa, filosófica e humana, da educação. E o leonino tem uma certa facilidade de pôr uma justificativa nobre na frente de uma coisa ruim que quer fazer.
Magnanimidade e soberba, a virtude e o vício do leonino
No comportamento, o norte do Sol em Leão é a majestade, a prudência e o bom julgamento, e a melhor disposição desse Sol é a pessoa ser magnânima. O magnânimo é o sujeito de alma grande, que não enxerga desafios nem obstáculos: se tem uma coisa grandiosa para fazer, vai atrás e corre até o fim.
Por isso o conselho ao leonino sem propósito na vida é encontrar um grande desafio e persegui-lo como um leão persegue a sua presa. A vitalidade para isso ele tem. O que não adianta é esperar que o propósito caia do céu: ele vem do céu, diz a aula, mas não aparece magicamente. Sem foco nem objetivo, o leonino se perde.
O outro problema é o oposto: metas demais. A savana explica por que o leonino não deve multiplicá-las. Três ou quatro leoas caçam uma zebra; não são quatro leoas, cada uma atrás da sua zebra. Se forem muitas leoas, podem ser duas presas, mas um leão sozinho caça só aquela zebra, só aquele búfalo, só aquele antílope, e acabou.
Chega-se então à debilidade moral do Sol em Leão: a soberba, a arrogância, se achar o centro do universo. Quem cai nela perde a majestade. A aula recorre a um adágio latino e a São Tomás de Aquino: corruptio optimi pessima est, a corrupção do ótimo é o péssimo. A dignidade, a nobreza e a honra moral do leonino, quando se corrompem, viram uma coisa desastrosa, monstruosa. O alerta é contra a arrogância, a vaidade, a vontade de controlar e dominar tudo ignorando os outros, ao contrário do rei sábio de Platão, que ouve os sábios ao seu redor.
Sol em Leão nas 12 casas
A aula percorre as doze casas, e em cada uma o rei encontra um ambiente diferente. Pelo caminho ela marca o tipo de algumas: a 7 e a 10 são angulares; a 6, a 9 e a 12, cadentes; a 11 é sucedente e benéfica; a 6 e a 12, maléficas. Por isso o mesmo Sol em Leão pode ser o rei no topo do mundo na casa 10 e o rei aprisionado na casa 12.
Casa 1
Com o Sol no Ascendente, a vitalidade é inesgotável e a presença é magnética e impositiva. Na anatomia, Leão rege o coração e as costas, e a postura dessa pessoa é literalmente ereta: anda erguida, às vezes até de cabeça para cima. A personalidade é de líder, mas o ego pode ficar do tamanho do universo, e é com isso que ela precisa tomar bastante cuidado.
Casa 2
A casa dos recursos e do dinheiro. Aqui aparece a necessidade de luxo e de status: a pessoa gosta de coisas luxuosas, que brilhem, reluzentes. Os ganhos vêm muitas vezes de cargos de chefia, porque é alguém que serve para liderar e comandar, e o dinheiro é gasto muitas vezes com suntuosidade e magnificência. Não é posição de pão-duro: a avareza, que é um vício, fica ausente nessa disposição.
Casa 3
A casa da comunicação. Na astrologia há signos mudos, de voz que muitas vezes não ressoa bem e pode não ser ouvida com naturalidade, e signos de voz forte, como Leão. A comunicação não pede licença: discursa e decreta. O risco é a confusão. A pessoa fala de forma normal, tranquila, e o outro recebe como se ela estivesse mandando, obrigando, exigindo. Se for o caso de mandar, mande; se não for, modere o tom e fale com calma, porque a imposição pelas palavras desgasta relacionamentos amorosos, amizades e laços profissionais.
Os irmãos são vistos como súditos ou geram uma enorme rivalidade de ego na infância, porque ali é onde a criança quer se sentir rei. E há um significado menos tradicional dessa casa, o dos vizinhos (a 4 é o lar, e a 3, que vem antes, acaba sendo a vizinhança). O cuidado é não virar o vizinho chato; o bom uso é puxar atividades com eles. Em clima de Copa, por exemplo: juntar a rua, fazer uma reunião, arrecadar o dinheiro, comprar o material e decorar a rua com todo mundo.
Casa 4
A casa da família, das raízes e do pai, e também do ambiente doméstico. A pessoa não se sente bem numa moradia desagradável ou empobrecida. Não é questão de morar num bairro nobre: a casa precisa ser um ambiente de conforto, com as coisas de que ela gosta, pelo menos organizada e harmônica, com um certo tipo de luxo. Com a linhagem, ela pode se orgulhar muito de onde veio ou se revoltar, e até sentir vergonha, ao perceber que a família não é tão nobre quanto pensava. Isso depende muito da educação e da cultura, e a posição também pode favorecer a piedade filial. O conselho da aula: os antepassados não são coisa de que se orgulhar ou se envergonhar, e sim de honrar, rezar por eles e lembrar deles.
Casa 5
A casa dos filhos e dos prazeres, com uma advertência que a aula já tinha feito no Sol em Gêmeos: Leão é um signo estéril, de fertilidade muito baixa. Isso não decide nada sozinho; é preciso olhar vários pontos do mapa, e a leitura muda conforme o mapa seja de homem ou de mulher. A tendência geral é ter poucos filhos, tratados como verdadeiros príncipes e cobrados como príncipes, e o cuidado é com o excesso de autoritarismo e com as expectativas projetadas neles. Amores e prazeres são teatrais: pedem palco, drama, demonstrações de afeto, e a pessoa não se contenta com pouco. Há também uma certa tendência à fidelidade, com uma ressalva da aula: fidelidade e infidelidade não são marcas astrológicas, e todo signo pode ter as duas. Aqui, a visão de nobreza puxa para a fidelidade, e o autoritarismo (“eu faço o que eu quero, ajo do jeito que eu quiser”) pode puxar para a infidelidade.
Casa 6
Doença e rotina. Para o rei, a maior ofensa é ser posto para lavar a louça e servir os outros. É a pessoa que, num cargo baixo dentro de uma empresa, quer mandar nos outros e criar uma liderança onde não há liderança. A casa 6 é cadente e maléfica, e o Sol não fica confortável ali. As doenças podem estar ligadas ao esgotamento do coração ou a problemas na coluna e nas costas, e o cuidado é não se sobrecarregar. É a correspondência de Leão com o coração e as costas, não um diagnóstico.
Casa 7
Casa angular do casamento, da sociedade e dos inimigos declarados. O casamento tende a ser com figuras de autoridade, orgulhosas, de alto status, e a pessoa sempre olha para a família do outro: origem, antepassados, linhagem. A parceria pode virar um choque de titãs, e muitas vezes o cônjuge vai ter de ceder. Quem tem o Sol em Leão na 7 precisa tomar cuidado para não virar um tirano em casa, com o cônjuge, na família e na sociedade. Os inimigos surgem por ataques à honra, ao orgulho e à reputação: geralmente é quem fere o orgulho da pessoa.
Casa 8
A casa da morte e das crises. Aqui podem vir crises psicológicas profundas quando o orgulho é ferido e o ego é rebaixado; a pior coisa que pode acontecer a essa pessoa é ter a reputação completamente destruída. A casa 8 é também o dinheiro do parceiro, do cônjuge, e o Sol em Leão aqui gosta de centralizar demais o dinheiro dos outros. Assume o papel de resolver essas questões, de cuidar do bem do outro, de trazer luxo para o outro.
Casa 9
Para a aula, é o melhor posicionamento solar do zodíaco: das 144 posições em que o Sol pode estar (doze signos vezes doze casas), esta é a melhor. A casa 9 é a casa de júbilo do Sol, aquela cujo tema se funde perfeitamente com ele, e o signo também tem essa boa relação com o Sol: ele fica no melhor dos melhores ambientes. É a casa da religião, da fé e das viagens e, mesmo sendo cadente e fraca, dá uma certa força ao Sol por ser a casa dele. A pessoa desenvolve uma fé muito grande, nutre crenças com facilidade e tem uma noção estruturada de hierarquia e de nobreza: a religião é vista como nobreza de espírito. E pode se dar muito bem no exterior.
Eu já tive um cliente com esse posicionamento que recebeu uma proposta de ir morar nos Estados Unidos, estudar numa instituição católica, tudo pago. Na hora que eu bati o olho e vi o Sol na nove em Leão, falei: meu amigo, vai embora, já vai pagar a passagem, vai lá.
A aula ressalva que há circunstâncias e circunstâncias, mapas e mapas, países e países, e que, dependendo do lugar, a pessoa pode não se ajustar tão bem. Mas a tendência é se ajustar com facilidade no exterior e ser bem visto e bem tratado lá.
Casa 10
Carreira e glória, casa angular, o topo do céu. Na imagem da aula, o rei entra no topo do mundo e no seu trono ao mesmo tempo. Há um dom para profissões de comando: política, magistratura, direção de cinema, de audiovisual, de teatro. A fama pode vir com certa facilidade, junto com o reconhecimento nos ambientes por onde a pessoa passa. O conselho é para quem tem vida pública: cuidar da vida privada com a mesma perfeição, porque quanto mais alto o voo, maior a queda. Se a vida privada não condiz com a pública e um adversário descobre, o ego é destruído, a imagem é destroçada, e isso vira um grande abalo na vida.
Casa 11
Amigos e esperanças. É uma casa sucedente e benéfica, a casa dos presentes e das bênçãos que vêm do céu. O exemplo da aula é um amigo com o Sol em Leão na 11 que viajou por três estados só com presentes: alguém pagou a ida para um estado, depois para outro e mais outro, hospedou-o no hotel, e ele não gastou um centavo. A pessoa trata as amizades como uma espécie de corte real, com os amigos ali para protegê-la e ajudá-la, e recebe apoio de aliados poderosos e conselheiros de grande escalão. Mira sempre o que é melhor para o futuro e gosta de receber presentes luxuosos, suntuosos. O cuidado é não ser intrometido: chegar a um ambiente onde quer fazer amizades já mandando e desmandando é bastante inconveniente.
Casa 12
Isolamento e inimigos ocultos, casa cadente e maléfica: aqui o Sol é o rei aprisionado. A pessoa governa pelos bastidores, quase como uma divindade que rege o destino das coisas sem que ninguém veja ou saiba quem é. Muitas vezes é atraída por sociedades secretas e seitas, porque vê no poder secreto uma forma de reino, de liderança, de nobreza, e é preciso cuidado com isso. Ela se dá muito bem quando comanda coisas sem se expor, de forma indireta e sutil.
E aqui a aula faz uma virada. Apesar de não ser uma posição muito favorável ao Sol, a casa 12 favorece as boas qualidades do leonino, porque a boa liderança dele vem de as pessoas reconhecerem a sua autoridade de forma natural. Se ele fica na dele, sem se expor o tempo todo, e as pessoas se juntam ao seu redor mesmo assim, isso é bom para ele.
Meu filho mesmo tem o Sol na 12 em Leão. Todos os ambientes que ele chega, ele fica na dele, brinca lá no canto dele, do jeito dele, e as crianças começam a se juntar ao redor dele. Na escola é assim, na família é assim.
A casa 12 também é a dos vícios e da autossabotagem, e aí a soberba exagerada, o “eu sei melhor”, fica tremendamente insuflada. No videogame, quando o menino empaca numa fase e o pai tenta pegar o controle para ajudar, ele recusa e quer fazer do jeito dele. A solução foi deixar: depois de um tempão quebrando a cara, ele mesmo pede “papai, ajuda aqui” e entrega o controle. Com o Sol em Leão na 12, muitas vezes é preciso deixar a pessoa passar por poucas e boas para aprender a lidar com aquilo.
A imagem final é a do filho pródigo do Evangelho, que tem tudo de melhor na casa do pai e mesmo assim pede a sua parte da herança, “já matando o pai”, para fazer o que quer. O pai deixa. O filho acaba morando com os porcos, comendo lavagem, até ver que aquela vida não condiz com a natureza dele, e volta. Nessa hora o papel do pai não é dar sermão, é acolher, porque o sermão necessário ele já recebeu da vida. Para a aula, é a melhor forma de lidar com esse vício em alguém com Sol em Leão.
O desafio de quem tem Sol em Leão
A aula termina com o que vale para todo Sol em Leão, em qualquer casa. Ter o Sol em Leão é ter a vontade operando na sua força máxima, uma força vital monstruosa. Por isso é tão importante ter um objetivo de vida: o desafio aqui não é encontrar poder, é saber o que fazer com esse poder.
Quando o leonino apodrece, ele vira um tirano infantil, que vai exigir palmas. E quando ele amadurece, ele vira o Sol que ilumina, aquece e protege todos aqueles que estão sob a sua guarda.
O chamado, para quem tem esse Sol, é viver a própria nobreza de forma real, excelente e verdadeira, e não como o simulacro de um ego carcomido, corroído pela soberba e pela vaidade.
O signo anterior da série é o Sol em Câncer, a infância do verão, e o seguinte é o Sol em Virgem, a terceira idade dele. O único outro signo em que o Sol chega aos mesmos 8 pontos é Áries, onde ele é exaltado. O oposto de Leão é Aquário, o signo do exílio do Sol. A série inteira está em Sol nos signos.
Datas do Sol em Leão
Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Leão sempre entre 22 e 23 de julho e saiu entre 22 e 24 de agosto, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro porque o ano do calendário não tem a mesma duração do caminho do Sol, e o calendário compensa a diferença com os anos bissextos.
Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora: no mesmo dia, uma criança pode nascer com o Sol no fim do signo anterior e outra, poucas horas depois, com o Sol em Leão. A tabela abaixo dá o minuto da entrada em cada ano. Para saber o grau exato do seu Sol, com o fuso e o horário de verão da cidade onde você nasceu, o Placidus calcula o mapa inteiro.
Ver a entrada e a saída do Sol em Leão ano a ano (1930–2035)
| Ano | Entrada | Saída |
|---|---|---|
| 1930 | 23/07/1930, 11h42 | 23/08/1930, 18h26 |
| 1931 | 23/07/1931, 17h21 | 24/08/1931, 00h10 |
| 1932 | 22/07/1932, 23h18 | 23/08/1932, 06h06 |
| 1933 | 23/07/1933, 05h05 | 23/08/1933, 11h52 |
| 1934 | 23/07/1934, 10h42 | 23/08/1934, 17h32 |
| 1935 | 23/07/1935, 16h33 | 23/08/1935, 23h24 |
| 1936 | 22/07/1936, 22h18 | 23/08/1936, 05h10 |
| 1937 | 23/07/1937, 04h07 | 23/08/1937, 10h58 |
| 1938 | 23/07/1938, 09h57 | 23/08/1938, 16h46 |
| 1939 | 23/07/1939, 15h37 | 23/08/1939, 22h31 |
| 1940 | 22/07/1940, 21h34 | 23/08/1940, 04h29 |
| 1941 | 23/07/1941, 03h26 | 23/08/1941, 10h17 |
| 1942 | 23/07/1942, 09h07 | 23/08/1942, 15h58 |
| 1943 | 23/07/1943, 15h04 | 23/08/1943, 21h55 |
| 1944 | 22/07/1944, 20h56 | 23/08/1944, 03h46 |
| 1945 | 23/07/1945, 02h45 | 23/08/1945, 09h35 |
| 1946 | 23/07/1946, 08h37 | 23/08/1946, 15h26 |
| 1947 | 23/07/1947, 14h14 | 23/08/1947, 21h09 |
| 1948 | 22/07/1948, 20h07 | 23/08/1948, 03h03 |
| 1949 | 23/07/1949, 01h57 | 23/08/1949, 08h48 |
| 1950 | 23/07/1950, 07h30 | 23/08/1950, 14h23 |
| 1951 | 23/07/1951, 13h21 | 23/08/1951, 20h16 |
| 1952 | 22/07/1952, 19h07 | 23/08/1952, 02h03 |
| 1953 | 23/07/1953, 00h52 | 23/08/1953, 07h45 |
| 1954 | 23/07/1954, 06h45 | 23/08/1954, 13h36 |
| 1955 | 23/07/1955, 12h25 | 23/08/1955, 19h19 |
| 1956 | 22/07/1956, 18h20 | 23/08/1956, 01h15 |
| 1957 | 23/07/1957, 00h15 | 23/08/1957, 07h08 |
| 1958 | 23/07/1958, 05h50 | 23/08/1958, 12h46 |
| 1959 | 23/07/1959, 11h45 | 23/08/1959, 18h43 |
| 1960 | 22/07/1960, 17h37 | 23/08/1960, 00h34 |
| 1961 | 22/07/1961, 23h24 | 23/08/1961, 06h19 |
| 1962 | 23/07/1962, 05h18 | 23/08/1962, 12h12 |
| 1963 | 23/07/1963, 10h59 | 23/08/1963, 17h58 |
| 1964 | 22/07/1964, 16h53 | 22/08/1964, 23h51 |
| 1965 | 22/07/1965, 22h48 | 23/08/1965, 05h43 |
| 1966 | 23/07/1966, 04h23 | 23/08/1966, 11h18 |
| 1967 | 23/07/1967, 10h16 | 23/08/1967, 17h12 |
| 1968 | 22/07/1968, 16h07 | 22/08/1968, 23h03 |
| 1969 | 22/07/1969, 21h48 | 23/08/1969, 04h43 |
| 1970 | 23/07/1970, 03h37 | 23/08/1970, 10h34 |
| 1971 | 23/07/1971, 09h15 | 23/08/1971, 16h15 |
| 1972 | 22/07/1972, 15h03 | 22/08/1972, 22h03 |
| 1973 | 22/07/1973, 20h56 | 23/08/1973, 03h53 |
| 1974 | 23/07/1974, 02h30 | 23/08/1974, 09h29 |
| 1975 | 23/07/1975, 08h22 | 23/08/1975, 15h24 |
| 1976 | 22/07/1976, 14h18 | 22/08/1976, 21h18 |
| 1977 | 22/07/1977, 20h04 | 23/08/1977, 03h00 |
| 1978 | 23/07/1978, 02h00 | 23/08/1978, 08h57 |
| 1979 | 23/07/1979, 07h49 | 23/08/1979, 14h47 |
| 1980 | 22/07/1980, 13h42 | 22/08/1980, 20h41 |
| 1981 | 22/07/1981, 19h40 | 23/08/1981, 02h38 |
| 1982 | 23/07/1982, 01h15 | 23/08/1982, 08h15 |
| 1983 | 23/07/1983, 07h04 | 23/08/1983, 14h07 |
| 1984 | 22/07/1984, 12h58 | 22/08/1984, 20h00 |
| 1985 | 22/07/1985, 18h36 | 23/08/1985, 01h36 |
| 1986 | 23/07/1986, 00h24 | 23/08/1986, 07h26 |
| 1987 | 23/07/1987, 06h06 | 23/08/1987, 13h10 |
| 1988 | 22/07/1988, 11h51 | 22/08/1988, 18h54 |
| 1989 | 22/07/1989, 17h45 | 23/08/1989, 00h46 |
| 1990 | 22/07/1990, 23h22 | 23/08/1990, 06h21 |
| 1991 | 23/07/1991, 05h11 | 23/08/1991, 12h13 |
| 1992 | 22/07/1992, 11h09 | 22/08/1992, 18h10 |
| 1993 | 22/07/1993, 16h51 | 22/08/1993, 23h50 |
| 1994 | 22/07/1994, 22h41 | 23/08/1994, 05h44 |
| 1995 | 23/07/1995, 04h30 | 23/08/1995, 11h35 |
| 1996 | 22/07/1996, 10h19 | 22/08/1996, 17h23 |
| 1997 | 22/07/1997, 16h15 | 22/08/1997, 23h19 |
| 1998 | 22/07/1998, 21h55 | 23/08/1998, 04h59 |
| 1999 | 23/07/1999, 03h44 | 23/08/1999, 10h51 |
| 2000 | 22/07/2000, 09h43 | 22/08/2000, 16h49 |
| 2001 | 22/07/2001, 15h26 | 22/08/2001, 22h27 |
| 2002 | 22/07/2002, 21h15 | 23/08/2002, 04h17 |
| 2003 | 23/07/2003, 03h04 | 23/08/2003, 10h08 |
| 2004 | 22/07/2004, 08h50 | 22/08/2004, 15h53 |
| 2005 | 22/07/2005, 14h41 | 22/08/2005, 21h45 |
| 2006 | 22/07/2006, 20h18 | 23/08/2006, 03h23 |
| 2007 | 23/07/2007, 02h00 | 23/08/2007, 09h08 |
| 2008 | 22/07/2008, 07h55 | 22/08/2008, 15h02 |
| 2009 | 22/07/2009, 13h36 | 22/08/2009, 20h39 |
| 2010 | 22/07/2010, 19h21 | 23/08/2010, 02h27 |
| 2011 | 23/07/2011, 01h12 | 23/08/2011, 08h21 |
| 2012 | 22/07/2012, 07h01 | 22/08/2012, 14h07 |
| 2013 | 22/07/2013, 12h56 | 22/08/2013, 20h02 |
| 2014 | 22/07/2014, 18h41 | 23/08/2014, 01h46 |
| 2015 | 23/07/2015, 00h30 | 23/08/2015, 07h37 |
| 2016 | 22/07/2016, 06h30 | 22/08/2016, 13h38 |
| 2017 | 22/07/2017, 12h15 | 22/08/2017, 19h20 |
| 2018 | 22/07/2018, 18h00 | 23/08/2018, 01h09 |
| 2019 | 22/07/2019, 23h50 | 23/08/2019, 07h02 |
| 2020 | 22/07/2020, 05h37 | 22/08/2020, 12h45 |
| 2021 | 22/07/2021, 11h26 | 22/08/2021, 18h35 |
| 2022 | 22/07/2022, 17h07 | 23/08/2022, 00h16 |
| 2023 | 22/07/2023, 22h50 | 23/08/2023, 06h01 |
| 2024 | 22/07/2024, 04h44 | 22/08/2024, 11h55 |
| 2025 | 22/07/2025, 10h29 | 22/08/2025, 17h34 |
| 2026 | 22/07/2026, 16h13 | 22/08/2026, 23h19 |
| 2027 | 22/07/2027, 22h05 | 23/08/2027, 05h14 |
| 2028 | 22/07/2028, 03h54 | 22/08/2028, 11h01 |
| 2029 | 22/07/2029, 09h42 | 22/08/2029, 16h52 |
| 2030 | 22/07/2030, 15h25 | 22/08/2030, 22h36 |
| 2031 | 22/07/2031, 21h10 | 23/08/2031, 04h23 |
| 2032 | 22/07/2032, 03h05 | 22/08/2032, 10h18 |
| 2033 | 22/07/2033, 08h53 | 22/08/2033, 16h02 |
| 2034 | 22/07/2034, 14h36 | 22/08/2034, 21h48 |
| 2035 | 22/07/2035, 20h29 | 23/08/2035, 03h44 |
Cálculo do motor do Placidus (efeméride DE440 da NASA, zodíaco tropical), no horário civil de Brasília de cada época, com o horário de verão quando havia.
Perguntas frequentes
O Sol está em domicílio em Leão?
Sim. Leão é o domicílio do Sol, o signo de que ele é dono. Ali o Sol é o seu próprio dispositor: não responde a Marte, como em Áries, nem à Lua, como em Câncer, e dita as próprias regras. Na imagem da aula, é o rei dentro do castelo, sentado no trono, com a expressão mais natural e estável do que ele é.
Quem rege o Sol em Leão?
O próprio Sol. O senhor de Leão é o Sol, então um Sol em Leão não deve obediência a nenhum outro planeta e não depende de Mercúrio, Vênus, Lua ou Marte. Por isso, para entender o simbolismo do Sol, a aula manda observar os bons comportamentos de um leonino. Outros planetas, uma quadratura ou uma casa fraca ainda podem atrapalhar essa expressão.
Quem tem Sol em Leão é arrogante?
Pode ser, mas esse não é o melhor desse Sol. A melhor disposição do Sol em Leão é a magnanimidade, a alma grande que persegue um propósito até o fim. A debilidade moral é a soberba, a arrogância de se achar o centro do universo. Quando cai nela, o leonino perde a majestade, porque a autoridade dele vem de ser reconhecido sem precisar se anunciar.
Como conviver com alguém que tem Sol em Leão?
Não mande, não exija e não provoque: quando um leonino provocado devolve, quem provocou sofre. Para pedir alguma coisa, reconheça a qualidade dele e coloque-o no trono, com algo como 'você dá conta, você é o melhor para resolver isso'. O reconhecimento precisa ser verdadeiro, porque bajulação ele percebe. Fazer a tarefa junto com ele também funciona.
Qual a melhor casa para o Sol em Leão?
A casa 9. É a casa de júbilo do Sol, aquela cujo tema se funde com ele, e em Leão o Sol também está no próprio signo. Das 144 posições possíveis do Sol, doze signos vezes doze casas, a aula aponta essa como a melhor do zodíaco: fé, nobreza de espírito e facilidade para se ajustar e ser bem tratado no exterior.
Que parte do corpo Leão rege?
Na correspondência da astrologia tradicional, Leão rege o coração e as costas. A aula liga a isso a postura ereta de quem tem o Sol em Leão na casa 1 e, na casa 6, a tendência a problemas ligados ao esgotamento do coração, à coluna e às costas. É uma correspondência da tradição, não um diagnóstico nem um conselho médico.
Este texto é a versão escrita da aula “SOL EM LEÃO: o guia COMPLETO sobre o leonino de verdade”, de Yuri dos Anjos, publicada no YouTube. A equipe do Placidus organizou o conteúdo da aula em artigo. As datas e as tabelas de dignidade são calculadas pelo motor do Placidus.
Astrólogo
Astrólogo dedicado à astrologia tradicional. As regras de cálculo do Placidus seguem o método dele.