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Signos Signo de terra Sol peregrino

Sol em Touro no mapa astral: o rei fora do castelo e o taurino de verdade

Ter o Sol em Touro é ter a vontade num signo de terra, fixo e feminino, onde o Sol é peregrino: um rei fora do castelo, viajando pelas terras de Vênus. Como Vênus é a senhora de Touro, a vontade passa a servir ao prazer, ao conforto e à estabilidade, e o signo fixo dá a teimosia do boi. O desafio é não deixar o conforto soterrar a inteligência.

Um touro robusto descansa num pasto florido de primavera, sob o Sol alto, ao lado de uma árvore carregada de frutos

Em poucas linhas

  • Em Touro o Sol é peregrino, sem dignidade maior nem menor. Na imagem da aula, é um rei fora do castelo: longe das próprias terras, mas fora de território inimigo.
  • Vênus é a senhora de Touro. A vontade (o Sol) passa a servir ao apetite dos sentidos: estética, prazer, acúmulo, estabilidade e bens materiais.
  • O Sol quer expandir e brilhar; Touro quer reter, acumular e descansar. O brilho do taurino é estética, prazer e, principalmente, estabilidade.
  • O boi custa a sair do lugar, mas, quando se irrita, não para mais. Daí a teimosia, a dificuldade de se adaptar e o rancor prolongado.
  • A casa muda o quanto o signo aparece. Na casa 1, angular, a pessoa tende a se reconhecer por inteiro no signo; a casa 3 é a primeira casa fraca do mapa.
  • Em qualquer casa, o desafio é não deixar a inteligência ser soterrada pelo peso das posses ou pela letargia do excesso de conforto.

Assista à aula completa Yuri dos Anjos no YouTube · 39 min · publicada em 20/05/2026

Capítulos da aula (9)
  1. Sol em Touro: o que é
  2. As qualidades: quente, frio, seco e úmido
  3. Touro: o signo de terra (fria e seca)
  4. A primavera, a bondade e o prazer taurino
  5. O Sol peregrino em Touro: o rei fora do castelo
  6. Vênus, o prazer e o perigo da preguiça
  7. Teimosia, rancor e o boi irritado
  8. Sol em Touro nas 12 casas astrológicas
  9. O grande desafio do taurino (reflexão final)

Preguiçoso, apegado ao conforto, amante da boa mesa e das coisas belas, ciumento, teimoso. Quem tem o Sol em Touro já ouviu tudo isso, e a fama tem fundamento: o retrato popular do taurino inclui até gostar de sexo em abundância e de alimentos prazerosos. Falta entender por que o taurino é assim, e o que acontece quando ele sai do sério. Como diz a aula logo no começo, quando um boi se irrita, aí se vê.

A explicação não começa pelo taurino. Começa por uma pergunta que parece desviar do assunto: o que a astrologia quer dizer quando chama alguma coisa de quente, fria, seca ou úmida? O desvio tem motivo. Touro é um signo de terra, fria e seca, e o Sol é um planeta quente. Sem entender essas qualidades como os antigos as entendiam, fica difícil ver o encontro que acontece quando o astro rei entra no signo do boi.

Quente, frio, seco e úmido não se medem com termômetro

A cabeça moderna trata quente e frio como coisas que se medem. Para saber se algo é quente, basta pôr um termômetro, ou confiar na sensação do corpo (o dia da gravação da aula, já no outono do Centro-Oeste, estava muito quente). Os povos e os estudiosos que formularam esses conceitos não pensavam assim.

Para eles, quente, frio, seco e úmido são qualidades atribuídas a um corpo. Pegue uma garrafa. Esse corpo tem uma extensão: vai daqui até ali. E tem um limite nessa extensão, que dá a ele a forma de garrafa. Todo corpo é feito disso, do limite e da extensão, e a extensão pode ser dividida ou mantida integrada.

As qualidades falam dessas duas coisas. O quente e o frio dizem respeito à capacidade de um corpo de dividir as partes que estão integradas a ele, no caso do quente, ou de mantê-las unidas, coesas, no caso do frio. O seco e o úmido dizem respeito ao limite: ter a capacidade de dar um limite próprio à sua extensão, no caso do seco, ou ter a necessidade de ser limitado, no caso do úmido. Da junção dessas qualidades saem os quatro elementos: fogo, água, terra e ar.

O Sol, o rei no centro dos sete planetas

A aula repete em todos os vídeos da série, para quem chega só pelo próprio signo, o que o Sol é: o astro rei, o principal, o que está no centro das coisas. E aproveita para corrigir uma história que se ouve na escola, às vezes até na faculdade, de que os antigos e os medievais achavam que a Terra era o centro.

Não era o centro. O Sol sempre foi o centro. A Terra, no máximo, era somente o ponto de partida, o ponto de vista inicial.

Em certo sentido, o centro sempre foi o Sol, e basta olhar a ordem dos sete planetas para ver: Lua, Mercúrio, Vênus, depois o Sol, e então Marte, Júpiter e Saturno. Três de um lado, três do outro, e o Sol no meio. É esse o astro que representa o rei, o princípio vital, a vontade intelectual, a autoridade, o reconhecimento, o centro do poder da pessoa. E é ele que, no Sol em Touro, está num signo de terra.

Touro, a terra fria e seca

Touro é um signo de terra, e a terra, na visão tradicional, é fria e seca. Frieza é integrar as partes, mantê-las unidas. Secura é dar limite próprio.

Quando se olha para a terra, a primeira característica que aparece é justamente o limite. Os continentes são isso: uma faixa de terra que se limita e se separa do mar. Onde a terra entra, ela cria corpos sólidos, que podem ser penetráveis ou não, a depender da ação do tempo. Por isso a qualidade principal da terra é a secura: dar limite às coisas, impor restrições.

E ela é fria porque mantém as partes unidas. A terra não divide. O fogo, sim. Pense num mato seco: basta queimar a beirinha dele e o fogo se alastra, passa por todos os lugares e divide o terreno. Se houver uma parte úmida nas laterais, ali ele não pega com facilidade, e o fogo acaba dividindo aquele ambiente. É essa a característica do fogo, e a terra não a tem.

Signo fixo: a bondade da primavera

Na astrologia, os signos recebem três atributos que tecnicamente se chamam cardinal, fixo e mutável, e esses três se associam a três atributos divinos: a unidade, a bondade e a verdade.

A unidade é o que distingue uma coisa da outra: o microfone da gravação tem a sua unidade, a garrafa tem a dela. A bondade é a projeção da essência de um objeto em relação ao meio. No caso do microfone, a essência projetada é a boa capacidade de captar a voz com qualidade; no caso da garrafa, é guardar a água que vai matar a sede. Os signos cardinais se identificam com a unidade, porque criam a distinção entre as estações do ano.

Os signos representam as estações: quatro estações divididas em três partes dão doze signos, e cada signo simboliza uma dessas partes. Touro, o segundo signo do zodíaco e o fixo da primavera, manifesta a essência dessa estação. É a bondade em ação: a manifestação da essência de um ente em relação aos outros. Touro projeta aquilo que a primavera é, essencialmente.

A primavera e o prazer taurino

E o que é, essencialmente, a primavera? Coisas agradáveis, coisas bonitas, coisas gostosas, prosperidade. Junte isso à terra, que dá limite às coisas ao mesmo tempo que mantém as partes unidas, e a bondade de Touro se manifesta assim: fazer coisas agradáveis, desfrutar, querer desfrutar do que é gostoso e atraente.

É daí que vem o retrato popular do taurino como alguém mais preguiçoso, que gosta do que é agradável e belo, de sexo em abundância e de comida prazerosa. Existe uma simbologia por trás dessa fama. Touro é a terra num signo fixo, ou seja, a terra na sua plenitude, esbanjando a sua natureza e o que ela tem de melhor.

Touro também é um signo feminino, tanto que é o domicílio de Vênus e a exaltação da Lua, os dois planetas femininos do zodíaco por excelência. E é um signo noturno. Os signos noturnos são mais preservados: projetam pouco a sua essência no meio e não entram muito em disputas.

É ainda um signo bestial, que dá um comportamento mais animal, mais impulsivo. Em Touro, a impulsividade está na preservação dos próprios confortos, dos prazeres, das delícias.

O temperamento do signo de terra é melancólico. A aula faz questão da ressalva: isso não quer dizer que quem é taurino tenha temperamento melancólico. Para saber o temperamento da pessoa, é preciso olhar o mapa todo; melancólico é o signo em si. Touro representa o repouso inerte, a atração das partes, o movimento de fazer as coisas se unirem e se integrarem, a busca por conforto, segurança material e prazeres sensoriais.

É nesse território que acontece o encontro entre duas potências. De um lado, o Sol, o rei, alguém que tem poder e excelência. Do outro, Touro, a terra dos prazeres e das delícias.

O Sol peregrino em Touro: o rei fora do castelo

Na aula anterior da série, o Sol estava exaltado em Áries. Em Touro, ele é peregrino. Para entender o que isso quer dizer, é preciso saber de onde vêm as dignidades.

Um planeta pode ter várias dignidades, e todas se baseiam num casamento entre a essência do planeta e a essência do signo. No domicílio, o signo casa perfeitamente com a natureza do planeta. Na exaltação, o planeta é um convidado de honra. Na triplicidade, há uma ligação entre o elemento do signo e o planeta. Há também as dignidades menores, mais usadas em consultas técnicas: os termos, que são os de Ptolomeu, e as faces, que vêm dos decanatos caldeus. E há as dignidades ruins, como o exílio, quando o planeta está num lugar totalmente oposto à sua natureza.

O Sol é o elemento da realeza, e Touro tem pouca ligação com ele. Touro não é um castelo nem um palácio. Também não é um campo de guerra, onde o rei batalha pelo seu povo. A natureza de rei está fora do seu terreno natural, e essa é a condição do peregrino: um planeta sem dignidade maior nem menor, no meio-termo.

É como um viajante, alguém que está longe das suas terras, mas também não se encontra em território inimigo. Então o rei está aqui fora do castelo, pelas terras férteis e luxuosas de Vênus.

Um rei de coroa solar caminha como viajante por campos floridos e pomares, com o próprio castelo pequeno e distante no horizonte
O rei fora do castelo: em Touro, o Sol é peregrino, um viajante pelas terras férteis de Vênus, longe de casa, mas fora de território inimigo.

Ficha técnica de Touro signo de terra, fixo e feminino

Domicílio (senhor do signo)
Vênus
Exaltação
Lua, com o ápice a 3°
Exílio
Marte
Queda
nenhum planeta
Triplicidade (terra)
Vênus de dia, Lua de noite
Termos
Vênus 0° a 8° · Mercúrio 8° a 15° · Júpiter 15° a 22° · Saturno 22° a 26° · Marte 26° a 30°
Faces
Mercúrio 0° a 10° · Lua 10° a 20° · Saturno 20° a 30°
O Sol em Touro

Nenhuma dignidade essencial: o Sol é peregrino em todo o signo.

Calculado com as tabelas do Placidus: triplicidade de Ptolomeu, termos ptolomaicos, faces na ordem caldaica e a pontuação de William Lilly (domicílio +5, exaltação +4, triplicidade +3, termo +2, face +1, exílio −5, queda −4). O Sol não rege termos.

A ficha mostra a mesma coisa em números. Em Touro, o Sol não soma ponto nenhum: o signo é de Vênus, a exaltação é da Lua, a triplicidade de terra é de Vênus de dia e da Lua de noite, as faces são de Mercúrio, da Lua e de Saturno, e o Sol não rege termos. Também não perde nada, porque o exílio de Touro é de Marte e nenhum planeta tem queda ali. Em Áries, no melhor caso, o Sol somava 8 pontos. Em Touro, o placar é zero.

Um fogo com pressa numa terra que descansa

O Sol traz um princípio de vitalidade que é fogo e dá uma sensação de urgência: é preciso fazer as coisas agora, é preciso que elas aconteçam agora. Ao sair de Áries, o signo de fogo que dava essa urgência impulsiva, o Sol entra num signo de terra, um ambiente de inércia, onde o movimento e a disposição se mantêm constantes.

O contraste também está nas qualidades. O Sol é um planeta quente, e Touro é um signo frio: calor e frieza em oposição. Os dois são secos, e por isso ambos mantêm a figura, a imagem, e dão um limite próprio a si mesmos. Só que o Sol quer expandir, brilhar, crescer, se desenvolver, e Touro quer reter, acumular e, principalmente, descansar.

Aqui o brilho não é a fama estrondosa, não é um combate que é vencido, uma disputa que é vencida. O brilho aqui é estética, prazer e, principalmente, estabilidade.

Quem já foi a uma área rural e observou os bois sabe do que se trata. Eles são totalmente estáveis. O boi não faz movimento brusco, e as exceções são raríssimas.

Vênus, o prazer e o perigo da preguiça

Por trás disso há uma mecânica: a relação entre o Sol e o seu dispositor, o planeta que rege o signo onde ele está. Touro é regido por Vênus, e prazer, estabilidade e conforto são, todos, coisa de Vênus. Com o Sol em Touro, toda a vontade da pessoa, que é o Sol, serve aos propósitos venusianos. Os desejos passam a se pautar por eles: estética, prazer, acúmulo, estabilidade, desfrute de bens materiais.

Dois conceitos mostram por que isso pesa. O Sol é a vontade, o chamado apetite intelectivo: é o que move o intelecto. Quando alguém vê um bem, uma coisa que é boa para ele num sentido quase espiritual, a vontade faz a inteligência buscar aquilo. Vênus é o apetite concupiscível, a atração sensorial. Ou a repulsa sensorial, porque esse apetite não é feito só de gosto pelos prazeres: é ele que faz alguém olhar para o lixo e dizer “que nojo”.

O problema aparece quando o primeiro passa a servir ao segundo.

O grande perigo do taurino é que a vontade, que deveria buscar bens superiores, que são associados à inteligência, vira escrava de desejos carnais, do conforto e, principalmente, da preguiça.

Teimosia, rancor e o boi irritado

O aviso ao taurino é direto: se vacilar, ele fica muito tendente à preguiça. Basta ver como é difícil tirar um boi de um lugar e levar para outro. É por isso que existem os cães pastores, que vão latindo junto da boiada e guiando os bois pelo caminho certo. Sem eles, a tendência do boi é parar ali e ficar estacionado onde está.

Dois cães pastores latem e conduzem uma boiada pelo pasto seco na direção de uma estrada de terra
Os cães pastores guiando a boiada: sem eles, a tendência do boi é parar e ficar estacionado onde está. É a inércia de Touro.

No comportamento, isso aparece como inércia, e a inércia gera uma espécie de teimosia. A razão está no signo fixo, associado à estabilidade. E estabilidade nem sempre é não acontecer nada. Às vezes ela está justamente nas ações: a pessoa começa a fazer uma coisa, se acostuma a fazer daquele jeito e cria uma zona de conforto. O taurino pode demorar muito para agir, mas, quando age, não consegue mais parar.

É aqui que entra o boi irritado. O boi é mais estável, mas, quando se irrita, não para mais. O taurino é assim: está no estado A, e se alguém consegue tirá-lo do estado A e levá-lo para o estado B, ele não volta. Fica no estado B. Daí a dificuldade que ele encontra para alternar as ações e se adaptar.

O signo fixo de terra funciona como uma montanha. Imagine uma montanha de terra à sua frente, para empurrar. Ou imagine-se no topo de uma montanha, rolando uma pedra para baixo: você demora, demora para conseguir empurrar, mas, quando ela rola, nada mais a para.

Desse mesmo mecanismo pode nascer um rancor prolongado. O taurino fica rancoroso com quem lhe fez uma coisa má. Às vezes demora a perceber, a ter consciência do que aconteceu, é fato. Mas, quando toma consciência, aquilo vira uma pedra no sapato que o incomoda por muito tempo.

A pedra, a planta e o animal: por que o céu se compara à vida

Por que essas pessoas tendem a se comportar assim? Porque a astrologia é um elemento comparativo: os movimentos celestes se comparam com os movimentos terrestres. E eles se comparam porque o ser humano é uma junção de vários elementos da criação.

O primeiro é o aspecto mineral, o mais elementar, de contato meramente físico e imediato, associado às rochas. O segundo é o aspecto vegetativo: preservar a própria vida e a espécie, que é o que as plantas fazem. Em certo sentido, as plantas buscam meios de preservar a própria existência, e o exemplo da aula vem de casa.

Eu morei numa casa que tinha, na frente, várias roseiras, aquelas com espinhos bem pontudos. E roseira geralmente não gosta muito de sol. Em determinado período do ano começava a bater sol nela, e a roseira começava a crescer na direção do meu quarto, que era onde tinha sombra.

A roseira estava saindo do sol, de um lugar onde não queria ficar. Como não tem pernas e está presa pela raiz, ela cresce do jeito que dá, se move do jeito que dá. Uma pedra não faz isso. Role uma pedra para o fundo de um rio e ela fica lá para sempre. A água é ruim para a pedra, porque vai erodi-la ao longo de muitos anos, mas a pedra não tem um ato volitivo, uma disposição para sair dali. A planta tem, desde que o terreno permita.

Os animais também preservam a existência, mas têm um gosto sensitivo: preferências. O leão não come carniça; a hiena come. Ele caça o antílope, o bando come as melhores partes, e a carcaça fica para as hienas e os urubus, todos felizes da vida. Essa parte sensitiva envolve ainda um modo de vida mais complexo: os lobos vivem em bandos, disputam território e têm um chefe que manda no bando, mas também o protege e se sacrifica por ele.

A tendência é pensar que isso é coisa de ser humano, como a guerra entre países. Mas os animais têm isso, numa escala muito menor e mais limitada. No ser humano, essa organização é, antes de tudo, um aparato sensitivo. O que torna uma guerra entre nações muito mais complexa do que a briga entre o bando do lobo A e o do lobo B é o terceiro elemento: a inteligência, que junto com a vontade forma a parte espiritual do homem e dá mais complexidade a tudo o que está na base, o mineral, o vegetativo e o sensitivo.

É por isso que as pessoas com Sol em Touro tendem a agir assim: por causa da característica que está naquele planeta, naquela posição da eclíptica. Os atributos e as qualidades dos signos são comparáveis aos da vida na Terra, nos animais e nas plantas. Dá para fazer a comparação até com alimentos (a pimenta é mais ariana do que um bolinho de aniversário) e com flores (o girassol é solar).

Sol em Touro nas 12 casas

“Ah, mas eu tenho Sol em Touro e não ajo assim.” A aula antecipa a objeção, e a resposta está nas casas. As casas mostram a posição do planeta no mapa, e em algumas o Sol é mais forte, em outras mais fraco. Isso muda o quanto tudo o que foi dito até aqui aparece na vida concreta, no cotidiano.

Roda do mapa de 5 de maio de 2026, 5h30, em São Paulo, com o Sol em Touro na casa 1, logo abaixo do Ascendente
5h30: Sol na casa 1
Roda do mapa de 5 de maio de 2026, 1h, em São Paulo, com o Sol em Touro na casa 3, pouco depois do Fundo do Céu
1h: Sol na casa 3
O mesmo dia, o mesmo Sol em Touro. Às 5h30 ele está na casa 1, angular, prestes a nascer; à 1h, está na casa 3, a primeira casa fraca do mapa. Rodas calculadas pelo Placidus para São Paulo.

Casa 1

A casa 1, o Ascendente, é onde o Sol nasce, e é uma casa angular, muito forte. Quem tem o Sol em Touro aqui vive as qualidades do signo de forma muito marcada e provavelmente vai se reconhecer por inteiro nele. No Sol em Áries na casa 1, a aula de Áries falava de metabolismo acelerado e de quem emagrece com facilidade. Aqui é o oposto: o corpo tende a ser mais robusto, a reter líquido e peso com mais facilidade e a ganhar peso fácil. A personalidade é marcante e teimosa, principalmente no que envolve a própria aparência. A pessoa já criou na cabeça a ideia do que é a natureza física dela e recusa até a morte qualquer sugestão. Proponha uma roupa diferente e a resposta vem pronta: “não precisa, desse jeito está bom”.

Casa 2

Sucedente, é a casa dos recursos e do dinheiro. A imagem da aula é a do rei no cofre: foco total da vontade em acumular posses materiais, bens móveis. A pessoa associa estabilidade e segurança à vida financeira e costuma ter um talento forte para ganhar dinheiro pela perseverança: põe uma ideia na cabeça, tenta ganhar dinheiro com ela, tenta, tenta, até que uma hora dá certo. Na prática, os caminhos incluem artes, estética, agricultura e coisas ligadas a animais e à fazenda, que podem render muito dinheiro. O risco é a avareza, o prazer de guardar dinheiro, ser mão de vaca. O recado é soltar essa grana e perder o medo: o dinheiro tem que servir a você, e não você servir ao dinheiro.

Casa 3

Aqui está a primeira casa fraca do mapa, uma das mais fracas do zodíaco (e não a única: outras três compartilham o problema). É a casa da comunicação, dos irmãos e também da rotina diária. A mente tende a ser fixa e muito pragmática: só vejo e só acredito no que toco, no que consigo experimentar. A posição favorece muito uma voz melodiosa ou marcante; com Touro regendo a garganta e o rei ali, a voz tende a ser exuberante. A pessoa costuma colocar a estabilidade na relação com os irmãos, os vizinhos, o ambiente próximo, e por isso fica muito mal num lugar inseguro, com vizinhos suspeitos. Também gosta de estabilizar a rotina. E, como estabilidade nem sempre é inação, às vezes ela se acostuma a um ambiente instável: a rotina é caótica, mas virou o normal para ela.

Casa 4

De volta a uma casa angular, e de volta a um Sol com bastante presença, capacidade e eficiência. A casa 4 é o ambiente familiar, as raízes, o pai. A pessoa vê o lar como um forte inabalável e tende a acumular riqueza em imóveis e terras, e é um posicionamento que garante muito isso. Muitas vezes enxerga o pai como um banco, uma fonte de provisão material, e tende a ser teimosa na relação com ele. Pode haver ainda uma tendência à compulsão alimentar, porque a pessoa liga a necessidade de estabilidade à capacidade de se alimentar e de experimentar os prazeres da comida.

Casa 5

Sucedente, uma casa “mais ou menos”: não é fraca. É a casa dos filhos, dos prazeres, do sexo e da criatividade. Aqui o Sol em Touro busca o prazer sensorial puro: boa mesa, artes, conforto, boa alimentação. Pode haver muita tendência à gula e à luxúria. Os filhos muitas vezes são criados com muito apego, vistos como uma espécie de patrimônio, de conquista pessoal, e a aula pede cuidado com isso. No amor e no sexo, a base é o toque e, principalmente, a estabilidade. Quem esperava ouvir que essa pessoa é “safada” se engana: o prazer que ela procura é estável, contínuo, não alterna muito e não gera desconfiança. Com o Sol no signo dos prazeres e na casa dos prazeres, ela busca isso com segurança, estabilidade e conforto, e tende a ser vista como leal.

Casa 6

Casa cadente, maléfica, complicada: a casa das doenças e das rotinas, no sentido de tarefas a executar. A pessoa geralmente detesta mudança de chefia ou de processo e, se for líder, tende a ser um líder muito cadenciado. As doenças costumam vir de excessos venusianos: problemas ligados à garganta e à tireoide, sedentarismo, gula. A casa 6 também é a dos animais domésticos, e a pessoa pode ser muito apegada a eles e até trabalhar como veterinária. Na astrologia, a distinção entre doméstico e selvagem não é a de hoje: animais domésticos são os menores que uma cabra, como o cachorro e o gato.

Casa 7

Outra casa angular, muito forte, muito visível. Oposta à casa 1, é a casa do outro: casamento, sociedades e inimigos declarados. Inimigo declarado é a pessoa com quem você brigou em algum momento, apontou o dedo na cara, xingou, e que sabe que vocês não se dão bem. Com o Sol em Touro aqui, a atração é por cônjuges que tendem a ter prosperidade, beleza, ou que passam uma noção de estabilidade. A pessoa não vai gostar de quem pula a cerca, tem múltiplos relacionamentos ou leva uma vida sexual desregrada. O casamento é visto como uma sociedade material indissolúvel (“o que é meu é seu e pronto”), e a partilha dos bens pesa muito. Nas sociedades, vale o mesmo: um sócio com o Sol em Touro na casa 7 espera que a divisão dos lucros seja muito bem feita e não o desfavoreça. Com os inimigos, a disputa tende a se decidir pela persistência e pelo desgaste. Por isso a pessoa precisa cultivar resiliência, ser persistente e durar mais do que o inimigo, para não acabar tendo uma surpresa.

Casa 8

Sucedente, a casa tradicionalmente associada à morte. É também o dinheiro do outro e as crises que a pessoa atravessa na vida. Aqui o Sol lança luz sobre os recursos dos outros, e há habilidade para gerir o dinheiro alheio, os tesouros. As crises surgem do medo de perder a segurança material, e por isso quem tem o Sol em Touro na casa 8 precisa garantir essa segurança. A aula traduz isso num exemplo bem brasileiro.

Eu acredito muito pouco na ideia de segurança material, dado o mundo que a gente vive hoje. Mas, quando eu falo em segurança material, é você ter a opção de ser PJ, e ficar à mercê do cliente gostar de você ou não, ou de ser concursado e receber todo mês os seus 5.000 na conta, e acabou. É óbvio que, tendo esse Sol, você vai buscar o concurso.

Nem todo mundo é vocacionado para isso, ressalva a aula, e o resultado depende de outros elementos do mapa. Mas, para esse posicionamento, é uma saída inteligente.

Casa 9

Religião, fé e viagens ao exterior. A pessoa com Sol em Touro na casa 9 não admite participar de cultos e ritos esteticamente feios. Se é católica, pode decorar a casa com imagens belas e agradáveis. Se é protestante e não usa imagens, tudo bem, mas a igreja que ela frequenta não pode estar caindo aos pedaços: tem que ser um ambiente organizado, bonito, limpo, agradável, confortável. O que a atrai apela para o estético, o tradicional, o cerimonial, com beleza nos ritos e na arquitetura. Nas viagens longas, nada de trilha na montanha. O ideal é a viagem programada, definida, feita para descansar, e não para viver aventuras.

Casa 10

A casa da carreira, da glória, da visão pública. Aqui o brilho solar é alcançado pela teimosia. É posição de banqueiro, de esteticista, de construtor, de agricultor, de marceneiro que trabalha não com obra bruta, mas com refinamento estético, e de quem lida com animais, como vacas e cavalos. O sucesso costuma vir devagar, e não adianta esperar resposta rápida. Mas, quando chega, o brilho é sólido e dificilmente passa. A autoridade muitas vezes se baseia na manutenção do status quo: manter o status, manter o que já se faz, sem inovar muito nem correr atrás de invenções e modas.

Casa 11

A casa dos amigos e do círculo social, do projeto de vida longa, de estruturar a vida por bastante tempo, das esperanças e dos presentes que vêm do céu. Quem tem o Sol em Touro aqui gosta de ganhar presentes estéticos e agradáveis: comida, roupas bonitas, perfume. Todo mundo gosta, é claro, mas a pessoa tem essa preferência. O exemplo da aula é o contrário: o próprio Yuri dos Anjos preferiria ganhar um eletrônico para melhorar o setup, um jogo ou um computador. As amizades tendem a ser de longa data, mais estáveis, mas a pessoa costuma ter poucos amigos, principalmente porque tende a tratá-los como posse, como patrimônio, com muito ciúme.

O ciúme, aliás, é uma característica de Touro em geral, e não só desta casa. O taurino tende a ser muito ciumento, e não é pouco. Quando ele tem alguém, aquela pessoa é dele, ninguém tira e ponto final. Qualquer sinal de quebra da estabilidade já gera desconfiança.

Casa 12

A casa dos inimigos ocultos, do isolamento, das prisões e dos vícios. Muitas vezes a pessoa se afunda nos vícios do Sol em Touro aqui. Mas também costuma lidar muito bem com ambientes fechados. Se vai para a vida religiosa, por exemplo, e fica enclausurada num mosteiro, aguenta, porque sente aquele ambiente como estável.

O grande desafio de quem tem Sol em Touro

A aula termina com o que vale para qualquer casa.

Você ter o Sol em Touro significa que a sua vontade está submetida aos caprichos da matéria e do conforto. O grande desafio da sua vida é não permitir que a sua alma, a sua inteligência, seja soterrada pelo peso das posses ou pela letargia do excesso de conforto.

O conselho que vem em seguida é não se acostumar à zona de conforto e sair dela, e a aula o amarra a um ditado romano: si vis pacem, para bellum, se queres a paz, prepara-te para a guerra. Quem garante o conforto não é a paz em si mesma. É a capacidade de responder aos inimigos, de enfrentar as situações e as adversidades, de resolver os problemas.

O seu rei interior precisa lembrar sempre que nasceu para governar, e não somente para se banquetear.

É o mesmo rei que, em Touro, viaja longe do castelo, pelas terras férteis e luxuosas de Vênus.

O signo anterior da série é o Sol em Áries, onde o Sol é exaltado e de onde ele sai, com a sua urgência de fogo, ao entrar em Touro. O seguinte é o Sol em Gêmeos, e o oposto de Touro é o Sol em Escorpião. A série inteira está em Sol nos signos.

Datas do Sol em Touro

Entre 1930 e 2035, o Sol entrou em Touro sempre entre 19 e 20 de abril e saiu entre 20 e 21 de maio, no horário de Brasília. O dia muda de um ano para outro porque o ano do calendário não tem a mesma duração do caminho do Sol, e o calendário compensa a diferença com os anos bissextos.

Em 2026, o Sol entrou em Touro em 19/04/2026, 22h39 e saiu em 20/05/2026, 21h37
Em 2027, o Sol entra em Touro em 20/04/2027, 04h18 e sai em 21/05/2027, 03h18

Quem nasceu num dia de troca de signo precisa da hora: no mesmo dia, uma criança pode nascer com o Sol no fim do signo anterior e outra, poucas horas depois, com o Sol em Touro. A tabela abaixo dá o minuto da entrada em cada ano. Para saber o grau exato do seu Sol, com o fuso e o horário de verão da cidade onde você nasceu, o Placidus calcula o mapa inteiro.

Ver a entrada e a saída do Sol em Touro ano a ano (1930–2035)
Instante em que o Sol entra e sai de Touro, horário de Brasília
AnoEntradaSaída
1930 20/04/1930, 17h06 21/05/1930, 16h42
1931 20/04/1931, 22h40 21/05/1931, 22h15
1932 20/04/1932, 04h28 21/05/1932, 04h07
1933 20/04/1933, 10h18 21/05/1933, 09h57
1934 20/04/1934, 16h00 21/05/1934, 15h35
1935 20/04/1935, 21h50 21/05/1935, 21h25
1936 20/04/1936, 03h31 21/05/1936, 03h07
1937 20/04/1937, 09h19 21/05/1937, 08h57
1938 20/04/1938, 15h15 21/05/1938, 14h50
1939 20/04/1939, 20h55 21/05/1939, 20h27
1940 20/04/1940, 02h51 21/05/1940, 02h23
1941 20/04/1941, 08h50 21/05/1941, 08h23
1942 20/04/1942, 14h39 21/05/1942, 14h09
1943 20/04/1943, 20h31 21/05/1943, 20h03
1944 20/04/1944, 02h18 21/05/1944, 01h51
1945 20/04/1945, 08h07 21/05/1945, 07h40
1946 20/04/1946, 14h02 21/05/1946, 13h34
1947 20/04/1947, 19h39 21/05/1947, 19h09
1948 20/04/1948, 01h25 21/05/1948, 00h58
1949 20/04/1949, 07h17 21/05/1949, 06h51
1950 20/04/1950, 12h59 21/05/1950, 12h27
1951 20/04/1951, 18h48 21/05/1951, 18h15
1952 20/04/1952, 00h37 21/05/1952, 00h04
1953 20/04/1953, 06h25 21/05/1953, 05h53
1954 20/04/1954, 12h20 21/05/1954, 11h47
1955 20/04/1955, 17h58 21/05/1955, 17h24
1956 19/04/1956, 23h43 20/05/1956, 23h13
1957 20/04/1957, 05h41 21/05/1957, 05h10
1958 20/04/1958, 11h27 21/05/1958, 10h51
1959 20/04/1959, 17h16 21/05/1959, 16h42
1960 19/04/1960, 23h06 20/05/1960, 22h33
1961 20/04/1961, 04h55 21/05/1961, 04h22
1962 20/04/1962, 10h51 21/05/1962, 10h16
1963 20/04/1963, 16h36 21/05/1963, 15h58
1964 19/04/1964, 22h27 20/05/1964, 21h50
1965 20/04/1965, 04h26 21/05/1965, 03h50
1966 20/04/1966, 10h11 21/05/1966, 09h32
1967 20/04/1967, 15h55 21/05/1967, 15h18
1968 19/04/1968, 21h41 20/05/1968, 21h06
1969 20/04/1969, 03h27 21/05/1969, 02h50
1970 20/04/1970, 09h15 21/05/1970, 08h37
1971 20/04/1971, 14h54 21/05/1971, 14h15
1972 19/04/1972, 20h37 20/05/1972, 19h59
1973 20/04/1973, 02h30 21/05/1973, 01h54
1974 20/04/1974, 08h19 21/05/1974, 07h36
1975 20/04/1975, 14h07 21/05/1975, 13h24
1976 19/04/1976, 20h03 20/05/1976, 19h21
1977 20/04/1977, 01h57 21/05/1977, 01h14
1978 20/04/1978, 07h50 21/05/1978, 07h08
1979 20/04/1979, 13h35 21/05/1979, 12h54
1980 19/04/1980, 19h23 20/05/1980, 18h42
1981 20/04/1981, 01h19 21/05/1981, 00h39
1982 20/04/1982, 07h07 21/05/1982, 06h23
1983 20/04/1983, 12h50 21/05/1983, 12h06
1984 19/04/1984, 18h38 20/05/1984, 17h58
1985 20/04/1985, 00h26 20/05/1985, 23h43
1986 20/04/1986, 06h12 21/05/1986, 05h28
1987 20/04/1987, 11h58 21/05/1987, 11h10
1988 19/04/1988, 17h45 20/05/1988, 16h57
1989 19/04/1989, 23h39 20/05/1989, 22h54
1990 20/04/1990, 05h27 21/05/1990, 04h37
1991 20/04/1991, 11h08 21/05/1991, 10h20
1992 19/04/1992, 16h57 20/05/1992, 16h12
1993 19/04/1993, 22h49 20/05/1993, 22h02
1994 20/04/1994, 04h36 21/05/1994, 03h48
1995 20/04/1995, 10h21 21/05/1995, 09h34
1996 19/04/1996, 16h10 20/05/1996, 15h23
1997 19/04/1997, 22h03 20/05/1997, 21h18
1998 20/04/1998, 03h57 21/05/1998, 03h05
1999 20/04/1999, 09h46 21/05/1999, 08h52
2000 19/04/2000, 15h40 20/05/2000, 14h49
2001 19/04/2001, 21h36 20/05/2001, 20h44
2002 20/04/2002, 03h20 21/05/2002, 02h29
2003 20/04/2003, 09h03 21/05/2003, 08h12
2004 19/04/2004, 14h50 20/05/2004, 13h59
2005 19/04/2005, 20h37 20/05/2005, 19h47
2006 20/04/2006, 02h26 21/05/2006, 01h32
2007 20/04/2007, 08h07 21/05/2007, 07h12
2008 19/04/2008, 13h51 20/05/2008, 13h01
2009 19/04/2009, 19h44 20/05/2009, 18h51
2010 20/04/2010, 01h30 21/05/2010, 00h34
2011 20/04/2011, 07h17 21/05/2011, 06h21
2012 19/04/2012, 13h12 20/05/2012, 12h16
2013 19/04/2013, 19h03 20/05/2013, 18h10
2014 20/04/2014, 00h56 20/05/2014, 23h59
2015 20/04/2015, 06h42 21/05/2015, 05h45
2016 19/04/2016, 12h29 20/05/2016, 11h36
2017 19/04/2017, 18h27 20/05/2017, 17h31
2018 20/04/2018, 00h13 20/05/2018, 23h15
2019 20/04/2019, 05h55 21/05/2019, 04h59
2020 19/04/2020, 11h45 20/05/2020, 10h49
2021 19/04/2021, 17h33 20/05/2021, 16h37
2022 19/04/2022, 23h24 20/05/2022, 22h23
2023 20/04/2023, 05h14 21/05/2023, 04h09
2024 19/04/2024, 11h00 20/05/2024, 10h00
2025 19/04/2025, 16h56 20/05/2025, 15h55
2026 19/04/2026, 22h39 20/05/2026, 21h37
2027 20/04/2027, 04h18 21/05/2027, 03h18
2028 19/04/2028, 10h09 20/05/2028, 09h10
2029 19/04/2029, 15h56 20/05/2029, 14h56
2030 19/04/2030, 21h44 20/05/2030, 20h41
2031 20/04/2031, 03h31 21/05/2031, 02h28
2032 19/04/2032, 09h14 20/05/2032, 08h15
2033 19/04/2033, 15h13 20/05/2033, 14h11
2034 19/04/2034, 21h04 20/05/2034, 19h57
2035 20/04/2035, 02h49 21/05/2035, 01h43

Cálculo do motor do Placidus (efeméride DE440 da NASA, zodíaco tropical), no horário civil de Brasília de cada época, com o horário de verão quando havia.

Perguntas frequentes

O que significa ter Sol em Touro?

Significa ter a vontade, o centro do poder da pessoa, num signo de terra, fixo, feminino e noturno, que manifesta a essência da primavera: o agradável, o belo, o gostoso. O Sol quer expandir e brilhar; Touro quer reter, acumular e descansar. Por isso o brilho do taurino não é a fama estrondosa, e sim estética, prazer e, principalmente, estabilidade.

O Sol é peregrino em Touro?

Sim. Em Touro o Sol não tem dignidade maior nem menor: não é dono do signo, não é exaltado, não rege a triplicidade de terra e não tem termo nem face ali. Também não está em exílio nem em queda. Na imagem da aula, é um rei fora do castelo, um viajante longe das próprias terras, mas fora de território inimigo, andando pelas terras férteis de Vênus.

Quem rege o Sol em Touro?

Vênus. Touro é o domicílio de Vênus, e por isso ela é o dispositor de um Sol nesse signo. Na prática, a vontade da pessoa, que é o Sol, passa a servir aos propósitos venusianos: estética, prazer, acúmulo, estabilidade e desfrute de bens materiais. O perigo, diz a aula, é essa vontade virar escrava do conforto e da preguiça.

Por que quem tem Sol em Touro é teimoso?

Porque Touro é um signo fixo de terra, ligado à estabilidade, e a estabilidade também pode estar nas ações: a pessoa se acostuma a fazer algo de um jeito e cria uma zona de conforto. Por isso o taurino demora a agir, mas, quando age, não para mais. Como o boi: tirado do estado A e levado ao estado B, ele não volta.

Taurino é ciumento?

Tende a ser muito ciumento. Quando o taurino tem alguém, aquela pessoa é dele, e qualquer sinal de quebra da estabilidade já gera desconfiança. Com o Sol em Touro na casa 11, o mesmo vale para os amigos: a pessoa costuma ter poucos amigos, de longa data, porque tende a tratá-los como posse, como patrimônio.

Todo mundo com Sol em Touro se reconhece no signo?

Não necessariamente. A casa onde o Sol está muda o quanto as qualidades aparecem: na casa 1, angular, a pessoa tende a se identificar por inteiro com Touro; a casa 3 já é a primeira casa fraca do mapa. E o temperamento melancólico é do signo, não da pessoa: para saber o dela, é preciso olhar o mapa todo.


Este texto é a versão escrita da aula “SOL EM TOURO: o guia COMPLETO sobre o taurino de verdade”, de Yuri dos Anjos, publicada no YouTube. A equipe do Placidus organizou o conteúdo da aula em artigo. As datas e as tabelas de dignidade são calculadas pelo motor do Placidus.

Yuri dos Anjos

Astrólogo

Astrólogo dedicado à astrologia tradicional. As regras de cálculo do Placidus seguem o método dele.

O Sol nos doze signos

Uma aula do Yuri para cada signo. As que ainda não viraram artigo aparecem como “em breve”.

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Veja onde está o Sol no seu mapa.

O Placidus calcula o mapa pela astrologia tradicional: dignidades, seita, termos e faces, com a regra de cada resultado à vista. Você pede o acesso e a equipe libera a conta.

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